Inscrições para processo que selecionará startups no setor de saúde se encerram no próximo dia 31

O processo para eleger startups e desenvolver negócios com base em um novo modelo de parceria, comandado pela aceleradora Health Angels, especialista em tecnologia para o setor de saúde básica, terá fim no próximo dia 31 de janeiro.

Os interessados ainda podem realizar a inscrição em no site da iniciativa e, antes da seleção final, poderão participar de até seis etapas compostas por entrevistas, apresentações e negociações. As startups que estão realizando a inscrição antes do prazo final já estão sendo avaliadas e contatadas previamente.

Como funciona?

Com o objetivo de abrir caminho para empresas inovadoras, a Health Angels propõe um novo modelo de participação e pretende oferecer aos empreendedores acesso direto a esse mercado em crescimento no País.

De acordo com Antônio Francisco Nascimento, diretor da aceleradora, o fôlego financeiro insuficiente para resistir a um ciclo longo de vendas, a ausência de imagem de marca que facilite o contato com os potenciais clientes e o baixo conhecimento do mercado que pretende atingir são os principais desafios enfrentados pelas startups. “O apoio de uma aceleradora ou de um investidor anjo, de modo geral, soluciona a questão da falta de recursos e ajuda a equacionar outras carências, como a montagem de uma equipe qualificada que facilite o acesso ao mercado”, explica o executivo.

No modelo de negócios proposto pela Health Angels, em vez de receber equity, ou seja, uma parte da empresa em créditos ou títulos que futuramente poderá ser convertida em ações, a aceleradora cria uma joint-venture com a startup a fim de desenvolver a empresa que surge. Isso significa que o empreendedor não abre mão de sua participação na startup que fundou. “O empreendedor oferece sua ideia e, com a joint-venture, a parceria com a Health Angels garante acesso ao mercado potencial de saúde brasileiro”, afirma Nascimento.

Além disso, a aceleradora também assegura adequação do produto ao mercado-alvo formado pelas organizações do segmento de atenção básica de saúde. “No futuro, nossa proposta é trabalhar o Brasil inteiro e outros países com estrutura similar de atendimento em saúde”, completa Nascimento.

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