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Inpa usa drones para obter dados na Amazônia

Veículos aéreos não tripulados (Vants), ou drones, como são conhecidos pelo termo em inglês, ganharam atenção da mídia de tecnologia após o Google comprar a fabricante de drones Titan Aerospace, que também era de interesse de outra gigante de tecnologia, o Facebook. E começam a surgir, assim, outras movimentações do uso dessas aeronaves para fins corporativos – o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) está utilizando os equipamentos para obter dados e estimar o nível de carbono da floresta.
A iniciativa é parte da pesquisa de doutorado do estudante Carlos Celes, em ciências de florestas tropicais, e foi apresentada durante o Seminário Final do Projeto Cadaf (Carbon Dynamics of Amazonian Forest). Durante a palestra “O uso do quadricóptero drone na obtenção de dados de sensoriamento remoto para o Inventário Florestal Contínuo (IFC)”, Celes explicou características técnicas sobre o aparelho, além de mostrar como se dá o processo de obtenção de imagens e como as fotos são convertidas em dados. O doutorando é orientado pelo pesquisador do Inpa Niro Higuchi, coordenador-geral do Cadaf.
O modelo utilizado nas pesquisas é o Md4-1000. O drone tem o corpo feito de fibra de carbono e capacidade para voar cerca de 80 minutos. Entre as vantagens do equipamento estão o baixo custo de manutenção e operação, além da alta resistência à variação de temperatura (resiste a temperaturas de -20°C a 50°C), chuva e poeira. De acordo com Celes, o quadricóptero é mais versátil que os aviões empregados nesse tipo de mapeamento – estes, porém, conseguem fazer uma cobertura maior.
Durante o voo, uma câmera fotográfica digital é acoplada ao drone para a captura das sequências de imagens que serão sobrepostas para que se façam modelagens em três dimensões das áreas sobrevoadas. Outros trabalhos possíveis de se desenvolver são os de clareira, sombra, textura, dendrologia (estudo de plantas lenhosas como árvores e arbustos), fenologia (estudo dos fenômenos periódicos dos seres vivos e relações com o ambiente), dendrometria e hidrologia, bem como o acompanhamento desses dados.
Resta saber se a área de tecnologia da informação, seja corporativa ou encabeçada por líderes do setor em outros segmentos, será capaz de captar o potencial dessa tendência e integração com softwares analíticos e outras soluções.
*Com informações do site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

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