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Inove a partir da adoção das melhores práticas

São incessantes as discussões sobre inovação organizacional e de processos presentes no dia a dia corporativo. Exponho o tema no âmbito da gestão de TI com a sugestão de utilização de frameworks de mercado, como Itil e Cobit, combinados ao respeito às características de cada empresa. Considerando a tendência crescente de terceirização de serviços e os consequentes desafios e riscos para os CIO s, apresento uma perspectiva racional e que deve ser aplicada conjuntamente às iniciativas de governança para se obter melhores resultados na utilização de tecnologia.

Hoje em dia é cada vez mais abundante e tentadora a oferta de recursos de TI, principalmente de serviços. Este fator vem transformando o gestor de tecnologia em um grande ?administrador de contratos?. Atenuado o tom radical, coloco a questão: como pode o CIO, no papel de gerenciador de contratos, inovar na administração?

Perda de influência e poder, ocasionada pela terceirização, e a pressão por inovação parecem, a princípio, contraditórias. Entretanto, acredito que é justamente esta desoneração forçada que o permitirá inovar cada vez mais. O gestor de TI, embora continue como responsável pelos resultados, acaba menos consumido pela agenda de produção e operação, abrindo espaço para inovar na escolha da melhor arquitetura de soluções e design de gestão.

Cabe a ele um papel fundamental neste ardiloso exercício, pois permanece sob sua responsabilidade e influência a orquestração deste arcabouço de variáveis, propiciando à empresa uma TI eficiente e catalisadora de novos negócios. Tudo o que relacionei até agora parece bastante óbvio, entretanto chamo a atenção para dois efeitos colaterais graves. São eles:

  • Liderança de TI opor-se irracionalmente ao processo de terceirização: É inerente ao papel do gestor a avaliação permanente do trabalho desenvolvido por sua equipe e a análise de oportunidades de terceirização. O problema ocorre quando ele se furta a realizar a avaliação sem justificativa ou por conflito de interesses.
  • Escolha e evolução equivocada da arquitetura: É neste item que acredito que residem os maiores traumas para a TI nas organizações. As escolhas errôneas na arquitetura de sistemas, gestão, serviços e infraestrutura corroem a capacidade de ação e contribuição por anos.

Amparado nesses argumentos, considero que os CIOs estão longe de se tornarem meros administradores de contratos. Eles continuarão com a difícil missão de captar as diretrizes e estratégias de negócios e traduzi-las na arquitetura mais eficiente de soluções e no melhor design de gestão de TI, ficando em segundo plano se o serviço é executado interna ou externamente.

* Bruno Henrique de Macedo Machado é gerente de TI da Anima Educação

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