Em poucos anos, a internet móvel deve adicionar US$ 11 trilhões à economia mundial. Em conjunto, as principais tecnologias disruptivas têm potencial para aumentar os fluxos econômicos globais em US$ 33 trilhões até 2025. Os dados são da Mckinsey.
O desfile incessante de novas tecnologias está se desenrolando em muitas
frentes, lembra a consultoria. A lista de “próximas grandes coisas” cresce cada vez mais. Nem
todas tecnologias emergentes irão alterar a paisagem social ou de
negócios, mas algumas têm real potencial de perturbar o status quo,
alterar a forma como as pessoas vivem e trabalham, e reorganizar a
percepção de valor.
Segundo estudo recente da Mckinsey, doze tecnologias, incluindo os veículos autônomos, genética e robótica avançadas, têm o potencial para remodelar verdadeiramente o mundo em que vivemos e trabalhamos. Líderes de governo e de negócios não só devem procurar saber mais sobre elas, como se preparar adequadamente para os impactos que terão para os cidadãos e consumidores.
Os desafios são vários e um deles será readequar o ensino e a capacitação das pessoas para prepará-las para um mercado de trabalho que necessita de habilidades e conhecimento muito diferentes daqueles considerados mais valiosos até hoje. A natureza do trabalho continuará a mudar, o que exigirá fortes programas de educação e de reciclagem.
As organizações terão de manter as competências dos seus
empregados atualizadas e equilibrar os potenciais benefícios das
tecnologias emergentes com os riscos que às vezes colocam.
Além disso, os líderes de negócios deverão assegurar que suas organizações continuem a olhar em frente, usando tecnologias disruptivas para melhorar o desempenho interno, criar novos produtos, serviços e modelos de negócio. Para isso será preciso planejar para uma variedade de cenários.
Já os formuladores de políticas poderão usar tecnologias avançadas para lidar com os seus próprios desafios operacionais (por exemplo, usar a Internet das coisas para melhorar a gestão da infraestrutura e a Internet móvel para ajudar a aumentar a eficiência e eficácia dos serviços públicos.
Para desenvolver uma visão mais diferenciada e útil do impacto das tecnologias na administração pública, os governos também podem considerar a adoção de novas métricas que capturem melhor os seus efeitos sobre o PIB. Uma abordagem que pode ajudar os decisores políticos a equilibrem a necessidade de incentivar o crescimento com a sua responsabilidade de olhar para o bem-estar público a partir de como as novas tecnologias remodelarão economias e vidas.
A própria Mckinsey observa que ainda é cedo para sabermos com absoluta segurança onde chegaremos. A única certeza é que vivemos uma das mais profundas reorganizações nas relações humanas da história e que o futuro será muito diferente do presente.
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