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EDS recebe certificação CMM nível 4

A EDS, companhia especializada em terceirização de serviços de TI, acaba de receber a certificação CMM (Capability Maturity Model) de nível 4 para sua fábrica de software no Rio de Janeiro.


A empresa obteve o CMM nível 2 em maio de 1999 e o nível 3 em maio de 2001. Para este último nível, a EDS passou por um processo de 17 meses (início em agosto de 2002 e término em dezembro de 2003).


O CMM avalia a maturidade dos processos de uma organização, identificando problemas e sugerindo ações para melhoria dos processos de engenharia de software. Seu certificado é emitido pelo Software Engeneering Institute (SEI) e operado na Universidade Carnegie Mellon. Foi criado em 1984 pelo Departamento de Defesa Americano, que procurava uma maneira de avaliar a capacidade de seus prestadores de serviço de TI.
 
Entre os benefícios da melhoria dos processos observados no ambiente da EDS estão: redução de defeitos no ambiente de produção da ordem de 15% ao ano; aumento da produtividade de suporte de aplicações na produção entre 10% e 12% ao ano; produtividade de entrega de pontos de função por mês acima da médida do mercado internacional; variação da estimativa de esforço e duração, no início da jornada em torno de 70%, e agora abaixo de 20%, caminhando para 10%; e o esforço gasto na atividade de gerenciamento de projeto, que passou de 9% para 17%, provendo desta forma mais controle dos projetos.


Paralelamente, a companhia afirma que há outros benefícios como a melhoria da satisfação do cliente, imagem da empresa, além de gerenciamento de riscos no projeto, satisfação do funcionário, diminuição das horas extras e melhoria nas condições de trabalho.


O CMM tornou-se um padrão e passou a ser utilizado por empresas de diferentes portes. No entanto, para conquistar um nível de CMM (são ao todo 5), a empresa de software depende da participação de uma consultoria credenciada pelo SEI. No caso da EDS foi o ABS Group.


Os cinco níveis do CMM são: 1 – Inicial, com prevenção de defeitos, gerenciamento de mudanças tecnológicas e de processos; 2 – Repetitivo, focado em gerenciamento de projetos; 3 – Definido, focado em engenharia de processos; 4 – Gerenciado, que visa a qualidade do produto e do processo; e 5 – Otimizado, que prevê a melhoria contínua de processos.

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