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Motorola impulsiona design de componentes no País

Esta semana, a Motorola oficializa o programa “Design Alliance”, de suporte a desenvolvedores de semicondutores e dispositivos eletrônicos, no Brasil.

Conforme explica Antônio Calmon, diretor regional de semicondutores da Motorola para a América Latina, o programa lançado mundialmente há três meses já oferece suporte (informações técnicas, recursos, treinamento e ferramentas do Setor de Produtos Semicondutores da Motorola) a cinco “design houses” brasileiras e negocia a integração de mais quatro.

“Estamos criando meios para que essas empresas desenvolvam produtos de tecnologia desde um telefone celular a um alarme para carros. Sendo assim, a empresa que não tem como investir numa engenharia hoje, ou não tem permissão de fazer design, no Brasil, passa a ter acesso a uma tecnologia sem precisar investir em pessoas”, observa Calmon, em entrevista ao CW Online .

A idéia de trabalhar com uma rede de desenvolvedores surgiu após a venda da operação de manufatura de semicondutores da Motorola, há cerca de dois anos, para a norte-americana TPG (Texas Pacific Group), que gerou a On Semiconductors. “Ficamos com o que não era comoditie e nos especializamos em alianças com nossos clientes”, lembra o executivo da Motorola.

O negócio cresceu. Hoje, segundo Calmon, a área de semicondutores da Motorola representa cerca de 20% do faturamento mundial da companhia (US$ 6,7 bilhões em 2001). Diante da busca de empresas pelo aumento dos níveis de terceirização e a redução de custos no desenvolvimento de produtos eletrônicos finais, a Motorola passou a promover os desenvolvedores.

“Nossa intenção é criar uma ‘biblioteca de aplicações’ que pode ser reutilizada, gerando nichos comerciais para qualificar as design houses e, por outro lado, fazendo com que o cliente chegue mais rápido ao mercado”, detalha Calmon.

O programa “Design Alliance” também prevê e integração breve de empresas de fabricação terceirizada como Celestica, Flextronics Design, Force Computers e Solectron. “A adesão será muito rápida porque estas empresas fazem parte do processo”, observa o diretor regional de semicondutores.

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