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Oracle refina dados com Business Intelligence

Em sua apresentação, realizada durante o evento Oracle Apps World, em San Diego, EUA, o CEO(Chief Executive Officer) da empresa, Larry Ellison, deixou claro que o caminho da companhia para ganhar market share nao é ocupar o lugar dos concorrentes, mas sim, juntar-se a eles e extrair o ouro dos legados em ferramentas de Business Intelligence.

“O grande problema da empresa é nao saber onde encontrar as informações quando precisam delas", destacou. Diante desta constatação ,Ellison reforçou a proposta da Oracle para fincar bandeira no mercado corporativo.

Em sua apresentação, o executivo deixou claro que o caminho da companhia para ganhar market share em àreas como ERP (Enterprise Resource Planning), CRM (Customer Relationship Management) e supply chain nao é o ocupar o lugar dos concorrentes, mas juntar-se a eles.

“As empresas estão pagando extras para "não" saberem” , alertou Ellison a respeito dos depósitos de dados que são criados por cada um dos sistemas corporativos.

Entrando de fininho pela porta dos CEOs (Chief Executive Officers), a Oracle propõe a criação de um datawarehouse com seu banco de dados capaz de integrar os diferentes depósitos de dados que se acumulam em cada pacote de gestão, CRM, bilhetagem, entre outros, por meio de gateways ligados ao Oracle 9i Application Server.

Os dados lapidados podem ser acessados via Web, diariamente, com a ferramenta de portal Oracle Daily Business Close — parte da Oracle iPlatform — que empresa classifica como uma evolução do BI (Business Intelligence).

No Brasil, a Oracle, em conjunto com um parceiro de integração e consultoria, já bateu à porta de 12 CEOs oferecendo um protótipo, sem custos, da solução. “Estamos tentando mostrar que conseguimos resolver os problemas de negócios dos executivos sem trocar o quê eles já possuem”, detalha Sérgio Rodrigues, presidente da Oracle no Brasil.

A idéia, a longo prazo, é avançar na conquista dos usuários. No momento, a cautela fala mais alto diante de consideráveis bases instaladas de sistemas concorrentes como o SAP R/3, por exemplo. “ A Oracle nao pode simplesmente propor que os usuários deixem de lado investimentos e tempo demandados nestes sistemas”, avalia Rodrigues.

Segundo o executivo, a aposta nesta estratégia, demandará de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões em know how pela Oracle, que podem ser pagos com o fechamento de um contrato. O executivo estima que um projeto fechado represente entre US$ 3 milhões e US$ 5 milhões somente com a venda dos produtos. “Esperamos apresentar os primeiros resultados entre junho e julho” , prevê o executivo.

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