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Hughes aterrissa no Brasil com banda larga via satélite

A Hughes, fornecedora de serviços de banda larga via satélite, produtos e soluções de rede gerenciada, anunciou nesta terça-feira (28/6) o HughesNet, serviço de banda larga via satélite, para o Brasil. O lançamento oficial será feito em 1º de julho, e irá operar na banda Ka, que permite maior qualidade a preços competitivos.

A iniciativa faz parte da estratégia ambiciosa da empresa de “manter o mundo conectado, entre pessoas, empresas e governo”, de acordo com Rafael Guimarães, presidente da companhia para o País.

Apesar de soar novata no cenário de satélites, a companhia existe em território nacional desde 1968, quando ganhou licitação para fornecer equipamento para a Telebrás. Em 1991, abriu oficialmente escritório no Brasil e, de lá para cá, cresceu com base em dois pilares: fabricação de equipamentos e prestação de serviços. Hoje, a empresa contabiliza 1,3 milhão de assinantes nos Estados Unidos em se tratando de banda larga, e conta com clientes nos setores de agronegócios, telecom, governo, educação, finanças, indústria, varejo e utilities.

Implementação
Essa virada na estratégia de prestação de serviços da empresa para o Brasil é crucial, porque representa a possibilidade de expansão global nesse sentido. “Se der certo poderemos, de fato, levar o serviço para o resto do mundo”, afirmou o executivo.

O plano de chegada está dividido em três fases, como explica Guimarães. A primeira delas terá início em 1º de julho, quando será oficialmente lançada a HughesNet com cobertura para 4 mil municípios – ou cerca de 85% da população brasileira.

A segunda fase terá início após dois anos, em 2018, com expansão da cobertura para 4,9 mil municípios. Já para a última, a empresa pretende alcançar, até 2020, 100% do território nacional, ou 5.560 municípios, com apoio do OneWeb, projeto de ampla cobertura com satélites de baixa órbita.

O executivo deixa claro que todas as fases do projeto serão lançadas conforme o programado, porque “o investimento já está feito”. O foco são três pilares: regiões não atendidas ou mal atendidas, PMEs e residências. “A intersecção desses conjuntos é o nosso mercado-alvo”, afirma Guimarães, completando que a ideia é atender especialmente às pessoas que não tem acesso à banda não porque não podem pagar por ela, mas por falta de infraestrutura.

A Hughes contará com o apoio da Elsys para a operação nacional. A empresa, com mais de 35 anos no mercado de eletroeletrônicos, irá fornecer suporte para comercialização e distribuição do serviço, bem como instalação e assistência técnica.

Com relação à franquia de banda larga, que nos últimos tempos provocou discussões no setor de telecom por conta de bloqueios que operadoras poderiam ou não realizar, Guimarães afirmou que é preciso trabalhar com franquias, mas que não haverá bloqueio na Hughes e, sim, redução de velocidade. 

“Esse tipo de serviço é impossível ser prestado sem franquia, porque o excesso de uso de um cliente prejudica outro na mesma área de atendimento”, comenta o executivo. “O limite é fundamental para evitar injustiças, porque o usuário que usa mais literalmente tira espaço de quem usa menos”, completou, afirmando também que a empresa fará um trabalho de educação do assinante para que aprenda a usar o serviço da melhor forma.

Confira abaixo tabela com planos que a Hughes oferece para empresas e residências.

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