Categories: Notícias

Huawei vende 1 milhão de modems e fatura US$ 1 bilhão

Este ano foi excepcional para a Huawei, fabricante chinesa de equipamentos para telecomunicações. A empresa vai atingir faturamento de US$ 1 bilhão no mercado brasileiro, um total 70% superior ao faturado no ano passado, de US$ 600 milhões, e mais que o triplo das vendas obtidas em 2006, de US$ 300 milhões.

Desempenho tão vigoroso decorre do momento do mercado, com a explosão da terceira geração (3G), segundo o diretor de marketing e soluções, Marcelo Motta.

As perspectivas para 2009 são positivas, apesar da crise. Se as operadoras mantiverem os investimentos deste ano, como têm sido dito, a Huawei planeja faturar até mais, porque além das estações radiobase, modems de terceira geração e de ADSL, a empresa pretende ingressar em outros segmentos, aproveitando que a oferta de banda larga abre um leque para novos serviços, como aqueles de valor agregado, plataformas de back tone (o cliente escolhe o som e baixa no seu celular) e outros.

No entanto, a possibilidade de as operadoras reduzirem investimentos por conta da crise mundial de crédito também está sendo considerada pela chinesa.

A fábrica que a empresa pretende construir no Estado do Espírito Santo é um bom exemplo. Tanto pode sair do papel como não, segundo Motta. “Desde que chegamos ao Brasil, em 2002, temos intenção de montar uma fábrica, mas sempre ficamos na dependência de haver demanda suficiente para justificar o investimento”, diz Motta sem precisar o valor do desembolso necessário. Enquanto não decide, a empresa utiliza o sistema de terceirização com a Flextronics, fugindo da taxação dos importados. É certo que os componentes têm forte conteúdo importado, mas fabricar localmente sempre reduz os impostos.

Alguns itens do portfólio da chinesa vão experimentar expansão em 2009, como os modems de terceira geração e as estações radiobase. No primeiro caso, a Huawei detém 70% do mercado, tendo vendido 1 milhão de modems no ano. Certamente o mercado continuará demandando, embora não esteja datado o lançamento da banda larga pré-paga, vista como a solução de universalização para o mercado brasileiro. Segundo o diretor de novos negócios Renato Ciuchini, da TIM, as operadoras somente poderão lançar o pré-pago quando o preço do modem baixar para US$ 50. Motta, da Huawei, diz que vai demorar para esse valor se tornar factível. O executivo disse que hoje o modem custa cerca de US$ 100 a US$ 200.

Com relação aos telefones celulares, a Huawei vive o impasse de conseguir uma parceria com alguma operadora, que lançaria os aparelhos com marca própria. Se decidir lançar sua marca, terá de fazer investimento em marketing e campanha publicitária pois hoje seu nome é conhecido das operadoras, não do público. E lançar celular sem campanha é suicídio, acredita Motta. Ele se referiu ao acordo fechado com a Vodafone, que lançou aparelhos com marca própria.

A Huawei atua no mundo inteiro e tem fábricas China, Rússia e Índia.

Recent Posts

Google e CBF usam inteligência artificial para preparar o Brasil na Copa do Mundo

Na semana de estreia do Brasil na Copa do Mundo, o Google anunciou nesta quarta-feira…

2 minutos ago

Empresas brasileiras aceleram investimentos em IA, mas falham em governança

O avanço da inteligência artificial nas empresas brasileiras tem ocorrido em ritmo acelerado, mas a…

37 minutos ago

Google, Sebrae, Itaú Unibanco e Tera lançam programa gratuito de IA para empreendedores

O empreendedor brasileiro já convive com a inteligência artificial (IA), mas ainda enfrenta o desafio…

2 horas ago

Natura busca startups de beleza para programa de aceleração voltado à inovação e crescimento na América Latina

A Natura abriu as inscrições para a edição de 2026 do Natura Innovation Challenge, iniciativa…

3 horas ago

Google Cloud anuncia programa de capacitação em IA e nuvem para 3 milhões de brasileiros

O Google Cloud anunciou a ampliação de sua meta de qualificação profissional no Brasil e…

4 horas ago

Com a IA, setor de saúde vive revolução que o marketing digital proporcionou há dez anos

por Eduardo Barros A transformação da inteligência artificial (IA) nos negócios lembra o que aconteceu…

5 horas ago