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HP não será empresa de software, diz CEO

Quando a HP anunciou a que iria aumentar a sua aposta na indústria de software com a criação da Converge Cloud, em novembro, o mercado ficou inseguro quando ao destino da companhia em relação ao seu foco de atuação. Porém, na terça-feira (05/06) durante do HP Discover que ocorre nesta semana em Las Vegas (Nevada, Estados Unidos), Meg Whitman, CEO da empresa, veio a público falar que a estratégia ainda é baseada na infraestrutura e que o software vem para complementar a oferta de soluções da HP.

?Somos orgulhosos de ser uma empresa de infraestrutura, mas somos orgulhosos de ser uma empresa de software?, afirmou. ?Porém, não estamos na indústria de software para transformar a HP numa companhia desse setor. Estamos no negócio de software para ajudar as empresas a resolver seus problemas mais difíceis?, esclareceu e revelou que o mercado de serviços também está no radar da companhia.

A aposta é em três verticais:

  • Cloud: baseada na Converge Cloud, Megan afirmou que a novidade é toda pensada em escolhas, por ser aberta. Ela é construída em uma única arquitetura comum que entrega uma experiência combinada por todos os modelos da TI tradicional com a nuvem privada, pública e combinada. ?Isso permite a escolha certa de modelo para as necessidades das empresas. E pode ser mudado quando muda as necessidades?, disse. ?É a sua cloud, do seu jeito?
  • Segurança: com a cloud e mobilidade, os pontos de acesso ficaram mais disponíveis, o que trouxe a preocupação com a segurança. As empresas nunca conseguem estar completamente seguras. ?Hackers quebram as barreiras que nós impomos. Eles ficam melhores, nós ficamos melhores. Mas precisamos de uma nova aproximação para entender e ver o conceito e significado disso. Não é apenas fechar a porta como fazemos atualmente. Nosso portfólio de segurança permite nos ver eventos distintos distribuídos por meio do ambiente de infraestrutura de rede das aplicações. Com a ajuda da Vertica, te ajudamos a entender o contexto desses eventos.?
  • Otimização de informação: segundo Megan, as necessidades apontadas acima exigem mais das informações coletadas pelas empresas. ?As companhias pegam 100% da informação relevante e as tornam em insights para ajudar a tomada de decisão mais acertiva. A possibilidade do que podemos fazer com os dados presentes na internet e nas redes sociais é enorme. O problema é que a TI é criada e organizada em informação estruturada, que é apenas 15% de toda a informação disponível. Os dados desestruturados crescem rapidamente, então nossa estratégia com a Vertica e a Autonomy é permitir que o usuário analise, todos esses tipos de dados?, explicou.

O futuro da HP estará baseado no hardware, software e serviços entregues como soluções. ?E para isso, vamos agregar nossos conhecimentos mais poderosos em áreas estratégicas que as empresas contaram para a gente? finalizou.

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