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HP e Facebook defendem Linux

Facebook, HP, Rackspace, Juniper, Fujitsu e dezenas de outras empresas se uniram ao grupo Open Invention Network (OIN), que busca construir um portfólio defensivo de patentes para proteger membros usuários do Linux de possíveis processos.

Fundado em 2005 pela IBM, NEC, Novell, Philips, Red Hat e Sony, o grupo conseguiu um portfólio de 300 patentes e licenças e aumentou-o para mais de 2 mil em um lance para proteger a comunidade Linux de processos por direitos intelectuais.

Buscando aumentar seu número de membros, o grupo afirmou nesta quarta-feira (20/4) que adicionou 74 novos licenciados no primeiro trimestre deste ano, aumentando seu número total de apoiadores corporativos para 334. Além das empresas listadas no parágrafo acima, os novos membros incluem o grupo de computação em nuvem OpenStack e muitas organizações menores que apóiam o Linux e o código aberto.

Além disso, a Google – que está enfrentando processos contra seu sistema Android (baseado em Linux) – está subindo do status de licenciada para virar um membro associado, se juntando à Canonical, do Ubuntu Linux, como as únicas empresas com o segundo nível mais alto de qualidade de membros do OIN. O Yahoo também se juntou ao grupo com o status de licenciado no final do ano passado.

Ameaças persistem
Uma grande ameaça para o Linux – o caso SCO vs. Novell – têm sido descartada desde a fundação do grupo, mas as ameaças continuam a existir, de acordo com o CEO do OIN, Keith Bergelt.

A Microsoft não foi além com sua alegação de que o Linux e software de código aberto violam 235 patentes dela, mas “por trás das cortinas, eles continuam muito ativos”, disse Bergelt. Se o mercado de desktop para Windows alguma vez se desgastar, a Microsoft poderia ficar mais feliz quanto a processos.

“Eles continuarão a representar uma fonte potencial de antagonismo contra o Linux.”

Mas a Microsoft não é a única companhia que potencialmente ameaça o Linux, segundo Bergelt. “Na verdade, é praticamente todo mundo que apoia plataformas proprietárias e possui um grande portfólio (de patentes) que gosta de continuar a usar para poder desencorajar a escolha”, explica o exeutivo. “Sempre haverá quem olhará para o Linux como potencialmente ameaçando seu meio de vida, seu modo de viver.”

Segundo Bergelt, o objetivo da Open Invention Network não é evitar o uso legítimo de patentes para garantir os royalties quando outros infringirem as invenções. A ideia é fomentar um ambiente aberto em que as pessoas possam inovar sem serem submetidas a alegações frívolas, e evitar que a indústria de tecnologia seja dominada por “inovações incrementais, que é um eufemismo para mediocridade”, diz.

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