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Hospital norte-americano usa Big Data para analisar informações de pacientes

O uso de Big Data avança em diversas empresas em todo o mundo. No setor de saúde, hospitais lançam mão da tecnologia para analisar informações dos pacientes e ajudá-los a controlar doenças. Esse é o caso do Reliant Medical Group, em Boston, nos Estados Unidos. O hospital aplicou Big Data aos negócios para ter acesso a informações valiosas sobre seus pacientes, contribuindo para criar novos caminhos clínicos, melhorias nos processos hospitalares e planejamento.
Durante o HIMSS Latin America 2014, realizado na última semana em São Paulo, Lawrence Garber, médico internista no Reliant Medical Group, explicou que a partir da análise de grandes quantidades de dados foi possível, por exemplo, ajudar no controle de diabetes em Boston. “Esse é um grande problema nos Estados Unidos. Conseguimos medir índices de diabetes entre os pacientes e controlá-los. Em razão disso, estamos acima da média nacional em controle. Também aprimoramos o controle da pressão sanguínea: registramos queda de 40% de casos do tipo no hospital”, relata.
O hospital conseguiu ainda identificar quais são as dez doenças mais recorrentes e ajudar os pacientes a preveni-las. “Também estamos de olho no futuro. Queremos saber quais pacientes deverão aparecer nos próximos seis meses no hospital. Dessa forma, nos preparamos”, conta. Passados os seis meses, é possível ver o que foi previsto e o que aconteceu de fato. “Gráficos mostram que grande parte das previsões se concretizou”, completa.
Eficiência operacional
Para os negócios, a tecnologia possibilitou, por exemplo, verificar custos de procedimentos e verificar quanto o hospital investe a cada procedimento em cada paciente. Adicionalmente, por meio dos dados, a instituição consegue ver se os funcionários são eficientes e com isso programar a contratação de mais profissionais.
Outra melhoria observada foi no setor de radiologia. O hospital identificou que dez em cada 12 solicitações de rádio eram feitas de forma incorreta. “A partir da análise de dados, foi possível ver onde estava o erro. Tornamos mais simples a solicitação do exame e obtivemos queda de 80% no número de erros”, diz.
As mudanças permitiram ainda que o hospital pudesse ser 20% menos oneroso, além de cuidar melhor dos pacientes. O índice de satisfação de funcionários e pacientes também aumentou, conta o médico.
Caminho para o sucesso
Garber explica que para obter sucesso na implementação de Big Data em hospitais é preciso disponibilizar relatórios que possam ser compreendidos com facilidade. “Temos de tornar as métricas simples para médicos e enfermeiros”, comenta. Outro ponto crítico é tornar a informação acessível para todos. “Contamos com um banco de dados que mostra, por exemplo, doenças semelhantes e assim o médico consegue ver padrões”, relata.
Também é vital envolver todas as áreas nos processos pré e pós-implementação. “Juntos, os setores viram que tinham ótimos dados em mãos e começaram a acreditar no projeto”, lembra. “Big Data nos ajudou na verdadeira condução de inteligência clínica e de negócios”, finaliza.

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