Talvez você não tenha ouvido falar do Grupo Egeu, mas se você é da capital paulista provavelmente já deve ter ao menos visto um de seus restaurantes. O grupo é especializado em casas de alto padrão, como os restaurantes Kaá, Pandoro, Mozza e a rede General Prime Burguer.
Fundado há oito anos, a companhia marcou uma mudança de gestão ao adotar o SAP Business One, com objetivo de centralizar a gestão de casas tão distintas em suas naturezas, que vão desde restaurantes italianos até hamburguerias. Essa é, inclusive, o principal objetivo da chegada do diretor administrativo financeiro do Grupo Egeu, Amir Leme.
A ideia de trazer o software da SAP veio de sua experiência com o sistema em trabalhos anteriores, na Gafisa e na Ambev. ?Procurei a SAP e eles me indicaram a Exxis [parceiro da SAP, de origem chilena com escritório em São Paulo] para a implantação do projeto. O atendimento foi totalmente satisfatório, sobretudo pela nossa necessidade de customização que facilmente foi atendida pelo sistema, o que facilitou fechar o contrato?, explicou o executivo.
Ele explica que o grupo tem um fluxo de operações ?inversa?, ou seja, a baixa contábil se inicia na loja, quando o cliente faz o pedido, e não numa solicitação a fornecedores. ?O garçom dá a baixa no sistema Aloha, que foi integrado ao Business One e opera nas lojas, e a partir disso que eu mensuro as vendas e as baixas do estoque. O SAP nos dá possibilidade de fazer essa medição inversa, vou ter muito mais controle dos tipos de itens vendidos, pagamentos e padrões de consumo?, conta o diretor.
O projeto teve início em maio e a primeira loja, na Vila Olímpia, teve o sistema rodando já em novembro. A partir desse piloto, a execução será escalada para todas as loja da rede, a começar pela rede de hamburguerias General Prime Burguer. Foram adquiridas 20 licenças, no modelo on premise, de acordo com o número de usuários que operarão o sistema.
?Pela primeira vez teremos um sistema 100% auditável. Isso já me deu uma adequação de processos em alguns casos e categorização de fornecedores, uma centralização maior. Quando tiver rodando em todas as lojas, certamente o investimento será pago em um ano?, espera Leme, empolgado. Até mesmo o ponto que poderia ser mais delicado, o treinamento dos funcionários que operarão o Business One, ocorreu sem grandes atritos. O executivo conta que as equipes se sentiram mais motivadas por perceberem que realização tarefas mais estratégicas, como análises das informações metrificadas pelo software, além de um ganho de tempo para todos os envolvidos.
Além do Business One, o Grupo Egeu também adquiriu o SAP BankSync para integração com bancos e a SAP NFe-GRC, de gestão de nota fiscal eletrônica. Em médio prazo, há a intenção de incorporar também a plataforma de computação em memória SAP Hana, a fim de acelerar o processamento das informações da solução de gestão. O grupo não possui departamento de TI, apenas um helpdesk terceirizado para hardware. Assim, o treinamento das equipes foi feito pela Exxis.
?É o resultado de um crescimento acelerado nos últimos anos e as expectativas de crescer nos próximos meses também são altas. Por isso o investimento em tecnologia?, conclui.
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