O grupo de ecologistas vai usar a solução para dar agilidade e maior cobertura das informações passadas pelos técnicos do Projeto Amazônia.
O sistema possibilita a transmissão de voz, e-mails, acesso à Internet e videoconferência com uma velocidade de 64 Kpbs. A ferramenta é destinada para as áreas onde não existe infra-estrutura tradicional para a troca de dados e utiliza uma rede de satélites que cobre 98% do território terrestre.
O Greenpeace adquiriu dois equipamentos, cada um por US$ 13,5 mil. Segundo o coordenador de logística do projeto, Manuel Pinto, o alto custo da solução – o minuto transmissão de dados custa US$ 7 e o de voz, US$ 3 -é compensado pela necessidade da comunicação.
“No meio da selva ou em alto mar não existe outra forma de comunicação. Nossas equipes fazem várias pesquisas em lugares distantes e sem uma tecnologia desse tipo não teríamos como informar as pessoas em todo o mundo”, enfatiza. A ONG só terá o produto disponível para uso na próxima semana.
Esse tipo de tecnologia é utilizada pelo Greenpeace nos 29 países onde atua e um sistema semelhante é adotado também nos seus navios. Anteriormente, a equipe brasileira usava outra tecnologia que só permitia a troca de voz porque a velocidade era bem inferior, apenas 2.400 Kbps.
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