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Grandes bancos comecem a aceitar nuvem pública, aponta relatório do Deutsche Bank

Grandes bancos adotaram de forma mais lenta serviços de nuvem pública, em razão dos riscos de segurança e questões regulatórias, ou até pelo fato de terem gigantescos data centers construídos especialmente para suportar suas operações. O fato é que, agora, cada vez mais esses gigantes estão considerando a cloud, à medida que enfrentam a pressão para cortar custos e obter flexibilidade.

Agora, muitos bancos têm pensado em um modelo de infraestrutura na nuvem pública e apostando em provedores como Amazon Web Services (AWS), Azure, da Microsoft, observam pesquisadores do Deutsche Bank. “Mas foi somente nos últimos seis a nove meses que eles passaram a falar mais sobre AWS/Azure, de fato considerando a elaboração de planos internos”, afirmam.

Globalmente, o uso massivo de nuvem pública por grandes bancos é “muito pequeno”, mas nas discussões com executivos de TI há indícios de que a adoção pode crescer significativamente em 2017, aponta o Deutsche Bank. Alguns executivos de TI dos bancos disseram aos pesquisadores que eles poderiam ir de zero uso, atualmente, para 30% da infraestrutura na nuvem em três anos.

Além da atual pressão por reduzir custos, a segurança imposta por serviços de nuvem tem impulsionado a disposição dos bancos para explorar a tecnologia, concluiu o levantamento. Reguladores, também, começaram a abordar questões legais e de conformidade que acompanham o movimento para a nuvem pública.

Recentemente, o CIO Journal, do Wall Sreet Journal, apontou que grandes empresas, incluindo aquelas em setores altamente regulamentados como finanças e saúde, têm demonstrado maior disposição para ir além do centro de dados da companhia e executar software, aplicações, armazenamento e processamento de dados pela internet, usando recursos compartilhados.

Ainda assim, bancos tendem a proceder com cautela. Usos de nuvem pública provavelmente vão começar com cargas de trabalho de baixo risco para desenvolvimento e teste, ou aplicações que não são de missão crítica, confirma o Deutsche Bank.

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