GPSs para todos os gostos – Tomtom EASE e XXL, 3 GPSs no carro

TomTom XXL 540.S Brasil
TomTom XXL 540.S Brasil
Eu definiria XXL como um GPS em roupa de gala. Dispõe de um “mecanismo” de GPS essencialmente igual o EASE. Compartilha praticamente todas suas caraterísticas (não tem os “skins”), com algumas melhorias que serão comentadas. Seu diferencial é a tela grande, bem grande. Cinco polegadas é uma tela das maiores para este tipo de dispositivo. Mas o usuário precisa de um visor grande assim?

Depende. Pode ser que ele não enxergue bem de perto e dirija sem óculos. É uma questão de preferência pessoal. Eu fiquei com os dois modelos por várias semanas e as vezes usava um e as vezes usava o outro. Falando de maneira racional e pragmática o EASE faz “a mesma coisa” que o XXL. Mas cá entre nós e mais gostoso usar o GPS maior. E tem a facilidade da digitação, pois as letras no teclado virtual (touch) são maiores e mais espaçadas, menor chance de erros. Se comparado ao EASE cabem alguns dados a mais na tela como, por exemplo, horário, quilometragem percorrida, velocidade média, etc. Há na terceira parte deste texto uma foto que coloca os GPSs um abaixo do outro que dá uma boa visão destas diferenças. Cabe no bolso com certa boa vontade. Se deixar a parte que gruda no vidro no carro, cabe sim, mas vai aparecer um bom volume no bolso na calça.
O XXL tem o recurso “Quick GPS Fix” que consiste em carregar no aparelho as posições previstas dos satélites para os próximos dias a fim de tornar mais rápido o processo de captação dos satélites ao ser ligado o GPS. Isso é feito pelo software TomTom HOME (que também permite atualizar base de radares e correções ao mapa feitas pelos usuários).

Um recurso de destaque neste GPS não está disponível no Brasil (ainda), mas achei a ideia tão legal que não posso deixar de comentar. É o IQ ROUTE. Usando o software TomTom Home as informações sobre as suas viagens, rotas, ruas, tempo dispendido, velocidades atingidas, são enviados para a TomTom ANONIMAMENTE (sem saber que você é). Assim ao planejar uma rota alternativas melhores são sugeridas pois levam em conta o histórico de trânsito ao longo do caminho, o seu próprio histórico e da comunidade de usuários. Melhor que isso só mesmo tráfego em tempo real que também ainda não está disponível para o Brasil. É uma questão de tempo para o IQ ROUTE ser também habilitado para o Brasil e este aparelho já suporta esta tecnologia
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Em relação ao uso com bateria, saiu-me melhor que o EASE, consegui pouco mais de três horas de autonomia. Também recomendo ter o carregador veicular por perto ou carregá-lo usando um cabo USB conectado ao PC.
O TESTE TRIPLO : EASE x XXL x NÜVO 255W
Quando me vi com três GPSs não via a hora de fazer este teste. Qual seria a impressão ao usar cada um deles separadamente? E que tal usá-los todos juntos!!! A imagem abaixo mostra os três aparelhos com tamanhos relativos corretos para que se possa ver as diferenças principais entre eles.

Este GARMIN (meu GPS pessoal) entrou de gaiato neste teste. Mas nada melhor que poder ter visões diferentes dos dispositivos e encontrar onde um é melhor que o outro.
Mapas : a precisão na navegação é muito parecida. Até alguns pequenos erros foram cometidos nas duas marcas. Mas deve ser destacado que a visualização na tela é mais precisa nos aparelhos da TomTom. O GARMIN mostra uma via com múltiplas faixas como apenas uma via enquanto o TomTom mostra as diferentes vias. Em São Paulo, por exemplo, a Marginal Pinheiros ou a 23 de Maio (que têm pista local e pista lateral em alguns pontos) aparecem como pista única no GARMIN. Isso me fez errar um caminho e dar uma bela volta. Era para eu ter pego a pista lateral da 23 de Maio na altura da Luis Goes, mas como o NÜVI não me chamou a atenção para isso fui fazer o retorno lá no Obelisco de Revolução de 1932 (uns 3 quilômetros adiante). Nos TomTom isso não acontece pois o mapa é mais detalhado.
Previsão de Chegada : o GARMIN parece fazer suas contas considerando trânsito com ótima fluidez e acerta nestas situações. Os TomTom parecem levar em conta velocidades mais realistas com o fluxo médio de trânsito na cidade. Assim o grau de acerto dos TomTom é melhor. Para mim este é um dado importante, ter uma boa ideia da hora que vou chegar a um compromisso.
Duração de Bateria : EASE cerca de duas horas, XXL cerca de três horas e o NÜVI quase quatro horas. Eu sempre ando com o carregador veicular, assim isso não faz tanta diferença, mas na eventualidade de precisar da bateria é bom conhecer a autonomia do dispositivo.
Sinal do Satélite : normalmente o GARMIN demorava menos que os TomTom para já começar a funcionar. O XXL melhorava a cada vez que atualizava o “GPS Quick Fix” (já explicado). Perda de sinal é muito raro. Apenas quando entrava em túneis extensos. E aqui tem uma história curiosa. Usando como comparativo o Tunel Maria Maluf em São Paulo, O EASE perde o sinal primeiro e o GARMIN é o que mais tempo fica funcionando dentro do túnel. Mas isso era “falso”. Dentro do túnel o GARMIN perdia o sinal junto com os outros, mas “fingia” que ainda estava funcionando, usando últimas direção e velocidade conhecidas. Descobri isso um dia que o trânsito parou no túnel e o carro no GPS (Nüvi) continuava andando. Resumindo, são equivalentes e logo ao sair do túnel o sinal era restabelecido prontamente. O XL 920 que testei ano passado, bem como modelos mais sofisticados da TomTom têm acelerômetro que permite fazer estimativa correta do movimento do carro. Mas Nüvi, EASE e XXL não têm este recurso.
O real teste triplo : em duas ocasiões eu montei os três GPSs no meu carro, dois no vidro (TomTom) e outro no painel e saí pela cidade assim. Percebi alguns olhares extremamente debochados, curiosos, risos… Até que uma hora no farol fui perguntado “para que mais e um GPS??” e eu respondi : “tenho medo de me perder assim se um errar o outro acerta, e são três porque se um deles indicar um caminho diferente eu vou pela maioria!“.

E curiosamente isso aconteceu certo momento. Agradeço ao meu filho Lucas que tirou 53 fotos para mim para que eu pudesse escolher um ou duas para ilustrar este texto. Na foto abaixo, tirada na Marginal Pinheiro em São Paulo, os TomTom me orientavam ir para o Butantã pelo Joquei Clube enquanto o Nüvi me mandava seguir pela Marginal mais alguns quilômetros.

Busca por endereços : muito melhoro nos dois TomTom quando comparados ao Nüvi! O Garmin te obriga e escolher sempre a cidade (é um saco) ante de digitar um endereço. Além disso os algoritmos de busca dos TomTom é mais esperto. Enquanto você está digitando ele já esta procurando e se “nos bastidores” ele percebe que são poucas as alternativas ele já te mostra as opções, evitando ter que seguir digitando até o final do endereço.
CONCLUSÃO
Eu ainda tenho um velho e bom guia de ruas no porta luvas do meu carro. Mas acho que seus dias estão contados. Além de ocupar espaço é com certeza muito mais antigo que os GPSs, menos atualizado, meio rasgado e até manchado. Não há motivo para não ter um GPS hoje em dia. Ahhh seu celular tem GPS,e por isso acha que não precisa de um aparelho específico para isso. Não é bem assim. Usar um celular enquanto dirige o carro, segurá-lo e ler o mapa não é muito prático. A própria TomTom vende um acessório para usar o iPhone como um GPS veicular e com amplificação da antena do GPS. Em minha opinião só vale para os fanáticos pelo iPhone (pelo custo).
Pensando somente com a razão eu optaria pelo EASE por ser pequeno e custo acessível, R$ 599. Há um ano o preço sugerido do TomTom ONE era R$ 799, uma queda sensível para um equipamento que é seu sucessor. Cabe no bolso (nos dois sentidos) e tem a mesma qualidade como navegador que seu irmão mais velho o XXL.
Pensando mais no prazer de uso, no conforto visual, ficaria com o XXL pagando um pouco mais, R$ 899. Este com alguns recursos a mais que mesmo ainda não ativos no Brasil como o IQ Route, seria garantia de poder usá-lo no futuro.
Confrontando os TomTom EASE e XXL com o GARMIN Nüvi 255w, fiz uma descoberta um pouco tardia. Teria sido melhor compra ficar com TomTom pelos motivos expostos no TESTE TRIPLO que fiz. Na verdade o Nüvi tem duas coisas que eu gosto que os TomTom não têm : slot para cartão SD (para trocar o mapa trocando o SD ? a Garmin vende SD com mapas) e a possibilidade de usar o Nüvi como porta retratos digital portátil. Gosto, mas são duas funções que teria aberto mão se já conhecesse os dispositivos que testei. Afinal GPS serve para se perder e não para ver fotos…
