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Governo e Banco Mundial divergem sobre número de usuários de internet no Brasil

Um estudo do Banco Mundial informa que 98 milhões de pessoas não têm acesso à internet no Brasil. O Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2016: Dividendos Digitais, coloca o Brasil em quinto lugar em número de usuários de internet, atrás da China, dos Estados Unidos, da Índia e do Japão.

Para o Ministério das Comunicações, o número absoluto de brasileiros off-line chama a atenção devido ao tamanho da população brasileira, estimada em 204 milhões de pessoas. Segundo a Secretaria de Telecomunicações do ministério, 55% dos brasileiros com pelo menos dez anos de idade são usuários de internet e, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia 175,2 milhões de pessoas com dez anos ou mais de idade em 2014.

“Logo, de acordo com esses dados, somos 96,4 milhões de usuários e 78,9 milhões de pessoas com dez anos ou mais de idade off-line. Este último número é consideravelmente inferior à estimativa apresentada no estudo do Banco Mundial, mas, ainda assim, representa um grande contingente de pessoas sem acesso à de Internet”, diz o ministério.

De acordo com a pasta das Comunicações, o governo federal reconhece que a inclusão digital é um grande desafio e, por isso, principalmente desde 2010, ano de lançamento do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), tem realizado ações para massificar o acesso à internet no país. Segundo o ministério, entre 2010 e 2014, o número de usuários de internet no Brasil passou de 65,9 milhões para 96,4 milhões.

De acordo com o Banco Mundial, em todo o mundo, 4,2 bilhões de pessoas continuam excluídas da economia digital, o que representa cerca de 60% da população global. A Índia tem o maior número de pessoas sem acesso à internet, com 1,1 bilhão, seguida da China (755 milhões) e da Indonésia (213 milhões). Apenas 1,1 bilhão de pessoas têm acesso à internet em alta velocidade o que representa 15% da população do planeta.

Para o Banco Mundial, os países precisam criar o ambiente certo para a tecnologia, com regulamentações que facilitem a concorrência e a entrada no mercado e a capacitação dos trabalhadores a alavancar a economia digital e as instituições. Entre as medidas sugeridas no relatório para tornar as empresas mais produtivas e inovadoras estão investir na estrutura básica, reduzir o custo de fazer negócios, diminuir barreiras comerciais, facilitar a criação de startups, reforçar as autoridades encarregadas da concorrência e facilitar a concorrência entre as plataformas digitais.

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