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Google mira mercado corporativo no Brasil com novas ofertas

O Google acaba de oficializar no Brasil o lançamento de três
linhas de negócios focadas no segmento empresarial.

Com parceiros locais, o
buscador apresentou sua estratégia no setor de suíte de produtividade em
software como serviço (SaaS), buscas corporativas e georeferenciamento.

A suíte de produtividade Google Apps teve seus preços
definidos para concorrer com o Office e com as alternativas em código aberto. A
solução sai por 80 dólares por usuário ao ano (para empresas de 50 a 500 usuários), mas esse
valor cai para até 74 dólares anuais por usuário quando a empresa tem mais de
cinco mil usuários.

O Google Apps oferece para cada usuário uma caixa postal de
25 GB e, de acordo com o Google, há garantia em contrato de 99,9% de
disponibilidade do e-mail. A parceira Spread vai ser a responsável por prestar
o suporte 24 por 7 em português e também por comercializar a suíte.

Esses diferenciais são suficientes para que o Google supere a
concorrência? Especialmente com o anúncio ter sido feito menos de dez dias
depois da Microsoft ter
reduzido os preços na suíte Office em SaaS
e de ter antecipado
o lançamento da ferramenta ainda para 2008
(apenas nos EUA).

“A grande diferença é que não precisamos canibalizar um
modelo de negócios para investir em software como serviço. Não temos que
carregar esse fardo”, provoca José Nilo, chefe do Google Enterprise Brasil.

Em buscas corporativas, a empresa fechou acordo com a
distribuidora Westcon para vender os seus dois tipos de appliance. A ferramenta
para até 500 mil documentos tem preço a partir de 70 mil dólares, enquanto a
menor – para até 50 mil documentos – custa a partir de 7,5 mil dólares. O Pão
de Açúcar é um dos clientes do buscador no Brasil.

A última linha de negócios para empresas lançada pelo Google
envolve as versões profissionais do Google Maps e do Google Earth.

As
ferramentas são comercializadas pelo Apontador Maplink (que
recentemente se fundiram em uma única empresa
). A API do Google Maps com
serviços e suporte sai por 16 mil dólares, enquanto a o Google Earth Pro sai a
partir de 760 dólares.

Destacando que não há métricas concretas para medir o
sucesso do Google no mercado empresarial brasileiro, José Nilo completou: “Em
TI, não basta ter a melhor solução. Já vimos casos em que isso não é
suficiente. Precisamos ter estratégia e parceiros para ganhar mercado. É isso
que o Google está fazendo”.

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