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Google mede bloqueio de site por usuário

Assim como o domínio da Microsoft no mercado de sistemas operacionais deixou o Windows como principal alvo de autores de malware, o domínio do Google em buscas encorajou esforços para manipulação de seus algoritmos de pesquisas, tanto dentro de suas diretrizes quanto fora.

Esperando minimizar o impacto de tais esforços, a empresa alterou no final de fevereiro seu algoritmo de pesquisa para usuários dos Estados Unidos, para tornar o conteúdo de baixa qualidade menos visível e, o de alta, mais. A mudança foi implementada em resposta a notícias e discussões online sobre a importância dos resultados inúteis nas pesquisas do Google. Nesta semana, o gigante ampliou sua adaptação de algoritmos para todas as versões em inglês ao redor do globo.

Além disso, a companhia começou a incorporar a reação dos usuários que bloqueiam sites utilizando um mecanismo introduzido no mês passado. O Google Fellow, Amit Singhal, disse que a companhia está contando com essas reações em “situações altamente sigilosas”.

A necessidade da mudança pode também estar ligada ao crescente crescimento da parcela de mercado do mecanismo de busca Bing, da Microsoft, que em conjunto a pesquisas apresentadas com o Yahoo, processou 30% das buscas de março nos Estados Unidos, segundo a Hitwise.

Anteriormente, a empresa optou por não usar dados sobre os domínios bloqueados como um dos mais de 200 sinais que são determinantes para a classificação pesquisa na rede. Desta vez, utilizou os dados para validar seus próprios ajustes de qualidade de busca.

A empresa firmou seu nome com um sinal especial de classificação: o algoritmo PageRank, que provou ser particularmente útil para determinar onde as páginas da rede se classificam na lista de resultados. O PageRank trata links de rede com um voto implícito de relevância. Agora a empresa colhe votos explícitos para a irrelevância, a condenação da multidão, por meio de seu site de capacidade de bloqueio.

Singhal afirma que o impacto destes novos sinais será menor do que a alteração algorítmica introduzida no mês passado. Ele alega que apenas 2% das consultas dos Estados Unidos são afetadas, comparadas com 12%.

Inevitavelmente os afetados pela mudança estão reclamando com a empresa. Mas a correção pode ficar complicada pelo fato dos usuários do Google poderem agora opinar na qualidade da pesquisa.

(Tradução: Alba Milena | Edição: Adriele Marchesini)

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