Google I/O: o que chamou a atenção

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11:42 am - 03 de julho de 2012

O Google realizou algo raramente visto em eventos de tecnologia: conseguiu apresentar um produto realmente excitante em sua conferência de desenvolvedores, o Google I/O, promovido na última semana de junho, nos Estados Unidos.

Leia a cobertura completa do Google I/O 2012

Sergey Brin, cofundador da empresa, entrou no palco no meio da apresentação sobre Google+ Events, feita por Vic Gundotra, porque simplesmente não poderia esperar: um avião com  paraquedistas , tinha chegado a São Francisco e era visto com os Óculos do Google (Project Glass), projeto de realidade aumenta da empresa.

Quando os paraquedistas chegaram no auditório, minutos após pousarem no centro de convenções Moscone West, onde a conferência ocorre,  os desenvolvedores ofereceram mais do que aplausos. É justo dizer que as pessoas estavam admiradas com a façanha.

A demonstração do Project Glass  reflete a sabedoria em se arriscar que não é vista em competidores mais bem estabelecidos A Apple transformou a tecnologia em algo sagrado; Google vende adrenalina, abertura.

O Google promete entregar protótipos dos óculos para desenvolvedores no próximo ano, mas sem se comprometer com uma data de lançamento. Pelo menos seus dispositivos Nexus 7 e Nexus Q serão lançados no mês que vem [ao menos nos Estados Unidos].

O Google tem que se arriscar. Tem de ganhar terreno no mercado de tablets e, apesar da popularidade do Android, ainda precisa combater a demora na entrega de atualizações pelas operadoras, e outros problemas que a Apple não tem com o iOS.

O Nexus 7 é um bom começo. Apresentado no Google I/O, o tablet Asus de 7 polegadas chega à frente do falado iPad de 7 polegadas, que seria lançado pela Apple, e frente ao Kindle 2, da Amazon. É um aparelho com gráficos potentes. Executa a última versão do Android, conhecida com Jelly Bean. Pelo preço de US$199, deve vender bastante.

O Nexus Q, também apresentado no Google I/O, é um jogador mais potente. É um reprodutor de mídia que funciona apenas com dispositivos Android e Google Play. O iTunes, da Apple, tem muito mais clientes do que o Google Play, mas a decisão da empresa de posicionar seu hardware com uma ferramenta social – pessoas em posse do dispositivo podem se conectar a outro aparelho para reproduzir seus filmes e músicas – pode ajudar o Android e o Google Play a ganharem terreno.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

*Este texto foi produzido pela rede internacional de jornalismo UBM, com o IT Web limitando-se a traduzi-lo. Leia o original aqui.

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