Juntamente com a atualização do Chrome OS, que incorpora uma interface de usuário mais tradicional de desktop, o Google e sua parceira de hardware, a Samsung, planejam apresentar dois dispositivos com a marca: o Samsung Chromebook Series 5 550 e o Samsung Chromebox 3.
A Series 5 550 é um notebook Chrome OS melhorado. O Chromebox é um pequeno desktop Chrome OS que exige um teclado separado, mouse e tela. Caesar Sengupta, diretor do Chrome OS no Google revelou que a gigante de buscas está focada na “velocidade porque essa é uma das características que não nos deixaram satisfeitos no ano passado”. E, por isso, o Series 5 550 tem processador Intel Core, o que o torna 2,5 vezes mais rápido na referência v8 do que o antigo Series 5.
Com tela de 12,1 polegadas e 1280x 800, ele pesa 1kg 360gramas e tem seis horas úteis de bateira ou seis dias e meio no modo de espera. Inclui 4GB de RAM, com dual band Wi-Fi 802.11 a/b/g/n, Gigabit Ethernet e opção de modem 3G. O dispositivo também virá com câmera HD, duas entradas USB 2.0, entrada de cartão de memória 4 em 1 e um conector DisplayPort++ que pode ser usado por monitores HDMI, DVE ou VGA.
Já o Series 3 Chromebox é um computador pequeno, parecido com o Mac Mini. Na referência v8, é 3,5 mais rápido do que sua versão anterior; tem seis entradas USB 2.0, dois conectores DisplayPort++, saída única DVI e suporte para Bluetooth 3.0. Os dois hardwares dão agora suporte gráficos acelerados por hardware, o que torna a navegação em páginas de rede muito mais rápida e mais ajustada para jogos com base na rede.
Os novos hardwares executarão a última versão do Chrome OS, o R19, que oferece uma interface de usuário de desktop mais tradicional. Anteriormente, o navegador Chrome era travado e não mostrava o desktop por trás. A versão R19 restaura a forma do desktop ao permitir que a janela do navegador seja movida, adicionando um novo launch app (programa de execução de aplicativos) e a habilidade de personalizar as imagens. A novidade também possibilita a visualização de arquivos Office armazenados localmente ou no Google Drive.
Essa mudança para uma interface mais familiar será logo acompanhada pela a integração Google Drive. Agora disponível por meio do canal beta Chrome OS, esse recurso chegará ao público em junho. O Google Drive será o sistema de arquivamento do hardware do Google. Será executado offline e online e sincronizará arquivos por meio de outros computadores, como o Macs e PCs, assim eles podem ser acessados através de vários dispositivos.
Além disso, a empresa planeja lançar uma versão beta do Chrome Remote Desktop, que permitirá aos usuários do navegador acessarem remotamente os computadores OS X ou Windows por meio de qualquer dispositivo instalado com o navegador.
Sengupta também afirmou que a edição offline chegará ao Google Docs em questão de semanas. Ele afirmou que o recurso atualmente é testado internamente e será lançado quando estiver pronto.
Há um ano, o Google a Samsung e a Acer lançaram o primeiro hardware rodando o Chrome OS em um esforço para melhorar a experiência de computação. Esses Chromebooks estão disponíveis apenas por meio de varejistas e não vendem muito para consumidores.
Sengupta não ofereceu as especificações das métricas do uso do Chromebook, mas deixou claro que o Google não espera que a computação com base na rede se torne imediatamente a norma. “Nosso objetivo é a longo termo. Tentamos mudar o mundo da computação”. Em junho, espera-se que tenham Chrome Zones em algumas lojas Best Buy, onde clientes possam testar o hardware.
A atualização também vem com recursos melhorados para administradores, como controles de autoatualização, autoinscrição, configuração de rede aere e recursos de relatórios adicionais.
Talvez, o recurso mais atraente para os empresários seja o novo modelo de preços. Antes, a empresa oferecia os Chromebooks sob um modelo de inscrição. Esse recurso não é mais oferecido. Os novos planos funcionam da seguinte forma: após comprar o hardware, as empresas e escolas podem comprar o gerenciamento e suporte por US$ 150 e US$30, respectivamente.
Essa segunda aparição do Chrome OS pode ser o suficiente para tornar o experimento do Google em um mercado real. Mas se não acontecer, há sempre o próximo ano.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini
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