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Giga pede cautela na adoção de serviços Web em dispositivos móveis

No entanto, para um futuro próximo, é melhor controlar as expectativas. Os serviços de internet, no sentido exato da palavra, encontram consideráveis barreiras técnicas para a adoção em dispositivos móveis. Para entender a forma provável dos serviços de internet em dispositivos móveis, é importante analisar porque os serviços de internet totalmente desenvolvidos – como Soap, WSDL e UDDI – nem sempre são apropriados.

A negociação e descoberta exigem várias ?viagens de ida e volta? na rede. As WANs (redes remotas), das quais os usuários móveis dependem, podem ter grande latência, e os usuários em si podem ter pouca paciência, tornando intoleráveis os lentos intercâmbios.

Os serviços de internet podem ser muito ?prolixos, envolvendo a transferência de grandes documentos para o dispositivo. A típica largura de banda dos atuais e emergentes serviços de redes remotas, mesmo as redes da geração 2,5, é medida em dezenas de kilobits por segundo, algumas vezes, chegando a picos acima de 100 Kbps. Isso pode ser comparável a uma rápida conexão de dial-up em desktop, e não a uma conexão de rede local.

Documentos grandes podem ser inconvenientes para o processamento em um dispositivo móvel. Eles podem requerer mais memória em operação para armazenamento do que a que está disponível para o dispositivo, ou então, mais capacidade de processamento para análise do que aquela com a qual é possível lidar em tempo real. Se o serviço não sabe (ou não leva em conta o fato) que ele corresponde a um dispositivo móvel limitado, ele enviará respostas inadequadas, que são inúteis para um aplicativo móvel.

Por exemplo, um grande conjunto de resultados a partir de uma busca pode ser obtido e devolvido para um aplicativo que procura por um catálogo. Mas para um dispositivo móvel, um resultado muito mais restrito e muito menor seria mais apropriado. Embora os serviços de internet bem projetados possam oferecer diversas interfaces, algumas são mais adequadas para os dispositivos móveis; e nem todos os serviços de internet serão bem projetados e nem todos os clientes serão inteligentes o suficiente para tirar vantagem deles.

As limitações de rede não serão completamente resolvidas até que verdadeiras redes de terceira geração, oferecendo megabits por segundo de largura de banda para cada dispositivo se tornem disponíveis. Já nos dispositivos, as limitações são mais desafiadoras. Nos PDAs (assistentes pessoais digitais) mais avançados, já executando centenas de megahertz e oferecendo 64 Mbytes de memória, as limitações eventualmente, irão sucumbir à Lei de Moore, talvez, tão brevemente quanto a próxima geração de dispositivos. Mas ainda vai demorar muito antes que os dispositivos de menor capacidade e em grande número possam lidar com grandes documentos complexos e, desse modo, tornar os serviços de internet atraentes como um meio comum de comunicação móvel.

Apesar dessas limitações, a máquina de marketing está causando furor, no que se refere aos “serviços de internet” para dispositivos móveis. Em grande parte, isso é por causa da atual concorrência entre Microsoft e Java, a fim de estabelecer uma “liderança de pensamento” nesse importante mercado emergente. Publicamente, os ?lados? da Microsoft (.Net Compact Framework) e Java (J2ME) querem promover suas posições como líderes nos setores de serviços de internet e tecnologias móveis.

Conseqüentemente, muitas mensagens de marketing, de ambos os lados, omitem as sutis distinções entre os serviços de internet, como são comumente entendidos, e os serviços de internet como eles serão inicialmente fornecidos para os dispositivos móveis.

Particularmente, ambos os lados reconhecem essas limitações, e sabem que elas são, em maior ou menor extensão, refletidas na realidade dos respectivos caminhos da tecnologia. Em suas primeiras versões, ambos os lados estão trabalhando em direção a interpretações mais limitadas e apropriadas dos serviços de internet. Falando estritamente, é bastante difícil descrever no que se está trabalhando nesse momento como “serviços de internet”, como o termo é comumente entendido, embora as propostas compartilhem muitos dos padrões fundamentais dos serviços de internet e prometam fornecer alguns – mas nem todos – dos mesmos benefícios.

Não considere as barreiras técnicas e a escassez de padrões e tecnologias prontas para produção, atualmente existentes, como completo bloqueio para a adoção de integração com base em XML, em curto prazo. Tanto a experimentação antecipada de padrões como a adoção de produção, em circunstâncias apropriadas, estão iniciando agora. As primeiras organizações adeptas já estão experimentando a integração com Soap ou semelhante à Soap, sobre redes locais sem fio, particularmente, em que as questões de largura de banda são bem menos restritivas.

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