Geraldo Dezena, do Banco do Brasil, foca transparência em processos

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12:01 pm - 30 de março de 2012

Governança de TI e bancos andam lado a lado. Submetido a uma forte regulamentação e seguindo práticas internacionais, o setor financeiro não pode se dar ao luxo de não ter esse ponto entre suas prioridades máximas, não que companhias dos demais segmentos não precisem investir nisso. Não por acaso, o CIO vencedor na categoria que avalia essa competência é Geraldo Dezena, vice-presidente de tecnologia do Banco do Brasil. Recentemente, a instituição reviu ?profundamente? o modelo de governança na área de tecnologia da informação e, entre os principais motivos, está a forte dependência que as áreas de negócio da empresa têm da TI.

Por lá, como lembra o executivo, é fundamental a existência de instrumentos que assegurem que a TI esteja, de fato, alinhada aos processos de negócio, inclusive, sendo parte dele, participando da concepção estratégica; um cenário desejado por muitos CIOs Brasil a fora. ?O modelo de governança de TI do BB se baseia na existência de processos consistentes e transparentes, que aproxime TI e negócio, especializem as funções e evidencie o efetivo controle?, explica.

Os principais frameworks estão presentes na prática diária da TI do banco, como: COBIT, CMMi e MPSBr, além de ITIL, ISO 20 mil e ISO 27 mil. Isso não significa, entretanto, que eles sigam isso a risca. Para o VP, esses modelos são consolidações de práticas que funcionaram bem em várias organizações. ?Mas não são a verdade absoluta. Não podem ser aplicadas sem se considerar a realidade local?, avalia. ?Por isso, quando implantamos nossos processos de governança de TI, mesclamos uma profunda avaliação dos frameworks com benchmarking com outras empresas, discussões com consultorias e, com bastante ênfase, a experiência dos nossos especialistas internos.?

Parâmetros
O modelo de governança da TI do Banco do Brasil permeia a organização de diversas formas. Se observarmos pela ótica da definição de projetos, eles contam com um grupo de profissionais voltados exclusivamente à gestão de demandas. O papel dessa equipe consiste em identificar oportunidades de aplicar a tecnologia no dia a dia do negócio, um trabalho muito próximo às áreas fim; tudo é feito em conjunto. Claro que eles não chegam ao projeto final, mas entregam o primeiro esboço que passará por alguns filtros e, em sendo aceito, classificado dentro de quatro categorias: inovação, crescimento, produtividade e mandatório.

?Cada projeto é uma construção conjunta da área de negócio e da TI, considerando tanto os benefícios de negócio quanto a viabilidade do ponto de vista tecnológico e seu alinhamento à arquitetura e estratégia de TI?, pondera Dezena. Essa atividade constante e junto com os mais diversos departamentos do banco, tem uma importante função: antecipar-se às demandas, algo que, cada vez mais, o CIO é chamado a fazer. ?O objetivo é posicionar a TI como um parceiro, um ator da estratégia, e não simplesmente um provedor de soluções que reage às solicitações que recebe?, completa.

E quando o assunto é o time, Dezena ressalta que possui em seus quadros profissionais muito competentes e que mescla sólida formação com grande experiência. Nos últimos anos, diz o executivo, existe um estímulo para que eles busquem por certificações de mercado, até como forma de ampliar a capacitação pessoal, uma clara demonstração da preocupação do banco em manter funcionários bem treinados e dentro das melhores práticas de TI.

Como ficou a categoria:
1º Geraldo Dezena, Banco do Brasil
2º Marcelo Hirata, Ticket Serviços
3º Italo Flammia, Porto Seguro

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