Fundada há 126 anos pelo criador da lâmpada elétrica Thomas Edison, a General Eletric (GE) construiu sua história no mercado industrial. Mas como qualquer empresa hoje, que vive sob a pressão da transformação, ela também teve de se reinventar. “Com o denominador comum da incerteza, mudar tornou-se questão de sobrevivência para qualquer companhia”, sintetizou Loïc Hamon, CIO e Digital Leader & Evangelist da GE.
Ele lembrou, em apresentação no IT Forum 2017, realizado nesta semana na Praia do Forte (BA), que o mundo passa por um momento de inflexão. E cedo ou tarde, o digital vai afetar todas as empresas – se é que já não está. Assim, é preciso agir. Para a GE, foi como no filme O Curioso Caso de Benjamin Butto: dormir idosa e acordar como uma atleta jovem que corre 100 metros em dez segundos. “Apesar do desafio, estamos fazendo e de forma agressiva”, ressaltou.
Para partir para o digital, a GE colocou em prática uma série de estratégias. Entre elas, a criação de uma célula digital no celeiro da inovação, no Vale do Silício, nos Estados Unidos. Rapidamente, a companhia contratou profissionais superqualificados de gigantes de tecnologia, como Apple e Facebook.
“Estamos investindo, ainda, US$ 1 bilhão por ano no Predix, sistema operacional para a internet industrial”, comentou o executivo. O sistema, explicou, permite coletar dados de motores a jato, turbinas a gás e aparelhos de ressonância magnética, analisá-los e, então, diversos insights poderão ser gerados para fazer com que essas máquinas funcionarem melhor.
Com a evolução de seu posicionamento, a GE quer ser uma das dez principais empresas de software do mundo. Em 2016, a companhia faturou, globalmente, US$ 6 bilhões com software, US$ 1 bilhão a mais do que o ano anterior.
Hamon está seguro de que o Predix será o próximo unicórnio do mercado de tecnologia. “Há empresas digitais nativas de TI, como IBM e HP, que têm conhecimento digital e analítico fantástico, mas não têm conhecimento de casos de uso de planta. Do outro lado, há as que atuam no setor industrial, que são boas no físico, mas começaram tarde o digital. E tem a GE que está no divisor de águas, com DNA industrial forte e está na jornada de se transforma”, justificou, completando que a GE quer, ainda, ser a provedora mundial do universo industrial.
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