TI também é quebrar paradigmas

Implementar novos projetos e revolucionar drasticamente antigos padrões normalmente causam conflitos. De um lado, a inovação, ruptura e a busca por algo novo, e do outro, a dificuldade em adaptar-se a mudanças e aceitar as consequências do novo padrão.

Foi o cenário que Fabio Mota, CIO da Raízen, encontrou diante da missão de revolucionar um dos principais processos da companhia, a colheita de cana de açúcar. O objetivo era melhorar a eficiência das operações de logística agrícola, que conta com mais de 2 mil equipamentos de campo e 900 mil hectares de área agrícola cultivada.

Resumidamente, a operação consiste em colher a cana na plantação, depositá-la no trator durante o processo, levar para um caminhão, e transportar em carregamentos até encher a usina.

A operação em si ficou a mesma. O que mudou foi o controle, agora todo centralizado e controlado por uma plataforma. Toda a gestão foi unificada para uma central de inteligência, com grande foco em redução de custos e ganho de eficiência operacional.

O paradigma quebrado está nas usinas, que até então geralmente eram controladas por apenas uma pessoa – o dono. “As usinas sempre funcionaram como estados independentes. O que nossa área de negócios queria era fazer o controle para sermos mais eficientes. O movimento de tirar parte do poder da usina e fazer controle central foi um desafio político e de mudança muito grande”, afirma Mota, que compartilhou os detalhes sobre o projeto com outros CIOs durante o IT Forum.

Com o projeto, chamado Pentágono da Tecnologia, a operação foi toda levada para Piracicaba (SP) e resultou em 15% de aumento na produtividade, além de redução de custos. “O projeto ‘se pagou’ em um ano. Conseguimos fazer as colhedoras trabalharem mais”, resume o executivo.

Outra vantagem do novo modelo, apontada por Mota, é poder explorar novos recursos a partir das operações, como captura de dados com internet das coisas e melhoria na utilização de analytics.

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