Um jogo de gato e rato. Mais ou menos dessa forma será o futuro da segurança da informação na avaliação do Gartner. Em outras palavras, significa que para cada ataque malicioso será necessário uma nova solução que o bloqueie, e, do outro lado, para todo antivírus criado, uma nova brecha virtual tentará ser explorada por criminosos.
Joseph Feiman, vice-presidente de pesquisas da consultoria, mostra um slide com uma análise SWOT definindo quatro cenários prováveis para a questão. No quadrante otimista, denominado como ?nirvana?, as empresas vencem a batalha; no pessimista, chamado de ?caos? é exatamente o contrário: vitória dos hackers.
Nos espaços da matriz tidos como mais prováveis, há uma hipótese de que a segurança torne-se componente integrante básico de equipamentos e sistemas. Mas a crença do especialista é aquela mesma descrita no primeiro parágrafo do texto e revela um movimento quase físico de ação versus reação.
?Somos testemunhas de uma mudança. Hackers, agora, estão em seus laboratórios, como cientistas, trabalhando durante meses para lançar ataques direcionados e que revertam resultados financeiros?, diz, repetindo o velho chavão de quando os crimes virtuais eram algo mais inocente, como pichar sites, por exemplo.
Feiman lembra ainda que empresas não devem esquecer das ameaças internas direcionadas a seus sistemas. ?Esse é um segundo ponto muito importante para considerar sobre a questão?, aponta.
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