A jornada rumo ao digital permanece como tema central do Gartner no Hype Cycle 2015 que aponta para tecnologias emergentes. A novidade no gráfico desse ano são soluções computacionais que suportam o que a consultoria define como “humanismo digital”, conceito que indica que as ferramentas computacionais nos negócios espelharão o modelo humano.
Anualmente, a empresa realiza projeções com algumas perspectivas tecnológicas e tendências com base em opiniões de estrategistas de negócios, líderes de pesquisa e desenvolvimento, empreendedores e especialistas para compreender o que as organizações devem observar em seus portfólios de inovação nos próximos anos.
“Esse ano, estamos encorajando CIOs e outros líderes de TI a dedicarem foco em inovações que vão além de avanços incrementais de negócios. E eles devem fazer isso enquanto se inspiram para seguir além de suas próprias indústrias”, afirma Betsy Burton, vice-presidente do Gartner.
Em diferentes níveis (a matriz considera expectativa versus realidade), a consultoria pontua tópicos que chegarão a massificação dentro de um intervalo temporal.
“As empresas seguem seu movimento para se tornarem organismos digitais. Para tanto, identificar e aplicar as tecnologias exatas no tempo certo é um fator crítico”, pondera a especialista, direcionando conselhos para empresas que buscam evoluir dentro de três agrupamentos tecnológicos distintos de acordo com seu estágio de maturidade e interesses.
Digital Marketing. Esse estágio trata de temas emergentes como mobilidade, social, cloud e informação (Nexo das Forças). Empresas nesse patamar devem focar em iniciativas novas e mais sofisticadas como forma de conquistar clientes. De acordo com a consultoria, quem está nesse momento deve observar tecnologias como: controle por gestos, nuvem híbrida, internet das coisas, aprendizado de máquinas, comunicação humana e tradução instantânea por recursos computacionais.
Digital Business. Aqui figura o primeiro estágio das organizações que já começam a tocar o pós-Nexos das Forças. O roadmap deve considerar a convergência entre pessoas, negócios e coisas, em uma abordagem altamente balizada pela IoT. Ativos físicos se tornam digitais e viram fatores fundamentais na cadeia de valor das organizações.
Aqui figura a adoção de tecnologias como: bioimpressão 3D (para pesquisa e desenvolvimento e transplante de órgãos), argumentação humana, computação afetiva, realidade aumentada, sensores bioacústicos, biochips, interface cérebro-computador, ciência de dados dos cidadãos, controle por gestos, respostas a questionamentos em linguagem natural, micro data centers, neurobusiness, realidade virtual, displays volumétricos e holográficos e tecnologias vestíveis.
Tecnologias autônomas. Essa frente representa o estágio final (pelo menos, até o momento) do conceito de nexo das forças proposto pelo Gartner e define a capacidade das empresas entregarem soluções que espelhem o modelo humano. Dentre essas tecnologias, por exemplo, estão veículos autônomos capazes de mover pessoas ou produtos ou sistemas cognitivos que recomendem estruturas potenciais para responder um email, escrever um texto ou resolver um problema em uma central de autoatendimento.
Nesse estágio, irão emergir projetos considerando a integração de tecnologias como: veículos autônomos, sensores bioacústicos, biochips, interface cérebro-computador, órgãos humanos mecânicos, destreza tecnológica, aprendizado de máquinas, Neurobusiness, computação quântica, conselheiros digitais inteligentes, robôs inteligentes, assistentes pessoais virtuais, realidade virtual e holografia.
“Apesar de termos categorizado cada tecnologia dentro do Hype Cycle em estágios distintos, as empresas não devem se limitar nesses agrupamentos tecnológicos”, comenta a especialista.
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