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Futuro das empresas está na gestão de informações, diz Rudolph Giuliani

Quando foi prefeito de Nova Iorque, nos Estados Unidos, entre 1994 a 2002, Rudolph Giuliani ficou mundialmente famoso ao reduzir em 80% os índices de violência na cidade, a partir de um projeto batizado de ‘Tolerância Zero’. E boa parte do sucesso do seu trabalho está diretamente relacionado à capacidade de gestão de informações, segundo as palavras do próprio Giuliani.

Durante apresentação realizada nesta terça-feira (1/12) na Expo Management 2009 – evento sobre gestão que acontece na cidade de São Paulo -, o ex-prefeito, que hoje possui uma empresa especializada em gerenciamento de crises, destacou que um dos grandes desafios das organizações na atualidade é lidar com o fluxo de informações trazidas pela disseminação da internet.

Ainda segundo ele, a possibilidade de acessar um grande volume de informações tende a criar inúmeros benefícios aos negócios, bem como pode provocar danos irreversíveis aos modelos de gestão. “Cabe ao líder dominar o tema para determinar o sucesso ou fracasso completo da companhia ou do departamento”, afirmou o ex-prefeito.
 
Para exemplificar a situação, Giuliani contou o caso específico do Tolerância Zero. Um dos pilares do projeto foi um sistema de inteligência e integração de dados. Na época, a prefeitura criou um repositório único de informações e no qual todos os crimes eram registrados pelas delegacias de Nova Iorque. Assim, ao final de cada dia, era possível emitir relatórios com estatísticas a respeito do número de ocorrências na cidade, as regiões mais violentas, o perfil do criminoso e a razão que o motivou o crime.
 
“Conseguíamos fazer análises praticamente em tempo real dos pontos e incidentes violentos da cidade”, afirmou ele, que complementou: “Então podíamos monitorar as áreas mais perigosas, entender a realidade de seus moradores, investigar e prender os criminosos e evitar que outras ocorrências acontecessem.”
 
Giuliani ressaltou, no entanto, que o excesso de informações superficiais às quais as pessoas são expostas pode influenciar de forma negativa a tomada de decisões. Isso porque, de acordo com ele, existe uma tendência dos gestores reagirem de forma impulsiva. “Quando isso acontece, o papel do líder é totalmente anulado, já que esse profissional deveria ser aquele que direciona as multidões e não quem é direcionado por elas”, afirmou.

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