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Futuro da videoconferência é deixar de conectar localidades para conectar pessoas

Há 15 anos atuando no mercado de videoconferência, o futuro do segmento está muito claro para a NetGlobe, empresa nacional com sede em Campinas, no interior de São Paulo. “As ferramentas de videoconferência vão deixar de conectar localidades para conectar pessoas”, afirma Renato Batista, fundador e CEO da NetGlobe. 

Tendência que, segundo ele, já está se tornando realidade. Batista arrisca outra previsão: a busca pela simplicidade em ferramentas de videoconferência. “O mercado não absorve ou compota mais soluções que precisam ser instaladas, exigem senhas ou que não suportam diferentes tipos de dispositivos. Elas têm de ser acessíveis do presidente ao analista”, diz, completando que todos esses benefícios precisam ser acompanhados da tradicional busca por redução de custos. 

Segundo o executivo, a NetGlobe, que mantém em sua lista de clientes empresas como Ecad, Via Varejo e Grupo Pão de Açúcar, está em linha com a nova forma de conectar pessoas e em razão disso vem obtendo bons resultados.

“Em um mercado de gigantes, faturamos R$ 30 milhões”, orgulha-se Batista, que concedeu esta entrevista via videoconferência. O segredo, de acordo com ele, é que a tecnologia da NetGlobe é robusta, independente e integra todas as tecnologias disponíveis hoje no mercado, seja Hangout, do Google ou Skype, por exemplo. Além disso, prossegue, a companhia criou um modelo de negócios que acomoda todos os tipos de necessidades.

O empenho gerou bons resultados em 2015. “Observamos uma busca crescente por alternativas por redução de custos e eficiência e ajudamos as empresas a conquistar esses resultados”, assinala, indicando que no ano anterior a NetGlobe cresceu 30%. O CEO da NetGlobe indica que o último ano foi de projetos mais práticos, plug and play, e não mais salas grandiosas.

Os próximos meses, contudo, são de salto moderado. “As empresas que tinham de reduzir custos já fizeram esse movimento e o momento agora é mais cirúrgico”, explica, acrescentando que a empresa vai trabalhar para levar novidades para sua carteira de 400 clientes, que incluem dos grandes aos pequenos negócios, e projeta expansão de 25%.

Uma das apostas da companhia para seguir com bons resultados é manter o investimento em inovação. Recentemente, a empresa lançou em seu portal uma demonstração ao vivo da ferramenta de videoconferência. “Em vez de abrir um chat, como geralmente acontece, o usuário tem a possibilidade de vivenciar uma videoconferência no browser com uma pessoa qualificada”, explica o executivo, ressaltando que inovação é a única saída para se manter à frente do mercado.

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