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3D touch abre novas formas de interação

Smartphones, tablets, televisores, notebooks, relógios. Todas essas tecnologias já são sensíveis ao toque. Mas e se esses dispositivos pudessem nos tocar de volta? A tecnologia 3D Touch da Apple mostra que isso em breve será possível. 

Sentir texturas, se comunicar em braile e até mesmo tocar um instrumento – as capacidades táteis de futuras tecnologias vão transformar nossas experiências digitais.

Craig Tashman, CEO da LiquidText, indica que desde o lançamento do iPhone em 2007, a Apple tem sido líder nessa arena com sua tela multi-touch. A tecnologia sensorial de toque de 3D no iPhone 6S é o mais recente avanço nesse mercado. O recurso permite que o dispositivo reconheça a intensidade que o usuário pressiona a tela para detectar a curvatura da superfície de toque causada por seu dedo. Trata-se de um complemento do Taptic Engine, que cria um feedback por meio de vibrações, descrito pela Forbes como “arma secreta” da Apple.

Juntas, essas tecnologias promovem uma combinação única, segundo Tashman: detecção e feedback, o que permite uma nova dimensão de interação por meio de pressão tátil. Isso pode ser observado nas funcionalidades do iPhone “Pop” e “Quick Actions”. 

Na Microsoft, pesquisadores têm explorado as capacidades 3D por meio de organização de objetos, empurrando-os mais fundo em uma cena ao pressioná-los de forma mais incisiva na tela. O Haptic feedback alerta o usuário quando dois objetos vão se colidir, por exemplo.

Pesquisadores sul-coreanos têm, adicionalmente, usado a força de contato para virar páginas de um e-book. Essa mesma tecnologia tem o poder de permitir que usuários controlem dispositivos móveis sem a necessidade de olhar para a tela. À medida que essa tecnologia amadurecer, pode ser utilizada por deficientes visuais. 

O que o futuro espera?

Tashman, que escreveu artigo no Tech Crunch, relata que cientistas já estão explorando feedback tátil mais complexo, usados para criar experiências mais ricas. Uma das abordagens é a combinação de haptics com a manipulação de fluidos para alterar as propriedades físicas e funcionalidade da tela sensível ao toque – apresentando aos usuários uma espécie de interface 3D. 

A Disney, por exemplo, tem passado os últimos anos desenvolvendo telas sensíveis ao toque que podem mudar o atrito superficial em tempo real para criar texturas de superfície dinâmicas. De acordo com ele, a tecnologia é extremamente eficaz e a experiência que cria pode ter efeitos profundos para uma série de indústrias. 

Esculpir figuras de barro na tela do iPhone e imprimi-las começa a se tornar realidade com o tipo certo de feedback tátil. Contudo, poucos projetos notáveis neste sentido já se tornaram protótipos tangíveis pelo MIT Media Group. É esperar para ver o que vem por aí.

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