O futebol que une pessoas também pode ser pavimentado pela tecnologia. Diversos recursos hoje disponíveis já conseguem nos mostrar, por exemplo, a velocidade de um chute em uma cobrança de falta. E a TV brasileira é adepta frequente deste tipo de ferramenta. Mas um grupo de alemães desenvolveu algo que pode dar ainda mais precisão a esse tipo de métrica e, o melhor, tudo em tempo real.
O Fraunhofer Institute, entidade alemã voltada à pesquisa aplicada na Europa e presente em 40 localidades na Alemanha, trabalha no desenvolvimento de conceitos para a cidade do futuro, seja via soluções para museus, aeroportos e, porque não, estádios digitais. No caso deste último, um grupo liderado pelo especialista em circuitos embarcados Ingmar Bretz criou a solução batizada de RedFIR.
Trata-se de uma ferramenta que tem como base a coleta de dados em tempo real. A ideia funciona da seguinte maneira: transponders embarcados na bola e nas roupas dos atletas emitem sinais de rádio que, por sua vez, são captados por antenas receptoras. Com base em cálculos de quanto tempo o sinal demora para ser recebido, o RedFIR é capaz de determinar a posição exata da bola e do jogador. Essa informação é enviada ao computador e o software faz toda a análise e cruzamentos possíveis.
“Os dados de um jogo ou treino podem ser coletados e analisados em tempo real. Serve para os treinadores mudarem táticas de jogo ou mesmo para envio de informações à imprensa”, comenta Bretz. Que jornalista esportivo não gosta de divulgar a velocidade de um chute, impacto ou mesmo quantidade de passes errados ou imprecisos? E o torcedor também poderia embasar melhor as críticas.
Para o especialista, são formatos diferenciados para visualizar o desempenho de um jogador. Com a metade do tempo você consegue analisar a precisão dos passes, por exemplo. “Além do futebol, a solução pode ser aplicada a outros esportes, como hóquei, handball e futebol americano”, pontua. A solução tem sido avaliada por diversos times e localidades na Alemanha, mas, por enquanto, não está em uso comercial. Tanto é que nem os detalhes de quem usa e qual projeto ou meta vislumbram não podem ser divulgados.
De acordo com Bretz, outra vantagem trazida pela solução é a comparação entre jogadores, uma das métricas seria o número de passes corretos por jogo. Nada mal, né? Agora é esperar para que tecnologias como essa ganhem maturidade para ganhar os campos ao redor do mundo. Resta saber, apenas, se com tanta tecnologia esse esporte tão popular pode perder a graça ou parecer técnico demais aos torcedores que frequentam estádios em busca de emoção.
O que você acha? Deixe aqui sua opinião.
*O jornalista viajou à Hannover a convite da T-Systems
SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…
por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…
A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…
A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…
Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…
DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…