Fusion II: A importância do barramento

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5:34 pm - 13 de janeiro de 2011

Acelerando o ritmo sem atravessar o samba

Já com o barramento serial a dificuldade é outra. Não há problema de sincronia, porque como os bits estão enfileirados, chega sempre um de cada vez por mais que se aumente a frequência do barramento. Por outro lado, quanto maior a frequência, maior a quantidade de bits a chegar no mesmo intervalo de tempo, o que exige uma capacidade de processamento cada vez maior tanto na origem, onde os bytes são desmontados, quanto no destino, onde serão remontados. Mas jamais o bit de um byte será confundido com o bit de outro.

O problema da sincronia nos barramentos paralelos não há como resolver: quanto maior a frequência, maior o risco de se “embaralharem” os bits e, como pulsos elétricos percorrem condutores com uma velocidade muito próxima da velocidade da luz, pequeníssimas diferenças nos comprimentos dos condutores, levíssimas interferências eletromagnéticas, perturbações quase imperceptíveis, podem fazer uma enorme diferença nas altas frequências de operação.

Já nos barramentos seriais, a dificuldade é contornada ao se aumentar o poder de processamento. Uma façanha que a indústria aprendeu a cumprir com o pé nas costas.

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Resultado: enquanto aumentar a frequência de operação nos barramentos paralelos tornou-se um problema intransponível, fazer o mesmo nos seriais tornou-se uma brincadeira de criança. A consequência disto é que o avanço tecnológico fez com que a transmissão de dados em série desbancasse a paralela.

É por isso que, de repente, o termo “Serial” meteu-se em tudo quanto é nome de tecnologia de transferência de dados. O USB ? ou “universal SERIAL bus” acabou com as conexões paralelas de impressora. O padrão de discos rígidos da moda é o SATA – de “SERIAL AT Attachment”. Em suma: onde havia uma transferência de dados em paralelo, hoje há uma em série.

Repare, na Figura 3 que mostra os conectores do painel traseiro de um computador moderno da linha PC. Não sobrou conector paralelo nem para remédio…

Então por que não adotar a mesma tecnologia nos barramentos de vídeo?

Pois é isto que veremos na próxima coluna.

B. Piropo

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