A integração da EDS às operações da HP não deve refletir em rupturas para os atuais clientes da companhia. Pelo menos, de acordo com o vice-presidente da EDS (que agora opera como uma unidade de negócios da HP, focada em serviços de outsourcing e desenvolvimento de aplicações) no País, Célio Bozola. “Manteremos nossa estratégia”, garante o executivo, que acrescenta: “a única novidade é que, agora, temos fôlego para acessar um número maior de empresas.”
Na prática, Bozola informa que a EDS no Brasil quer manter suas atividades focadas em grandes corporações, no entanto, deve deixar de atuar exclusivamente entre as 50 maiores empresas instaladas no País – responsáveis por cerca de 90% do faturamento da subsidiária – para operar em uma base de 300 a 500 clientes locais.
“A partir do HP Financial Services (braço de financiamento da fabricante), vamos ter mais capital para financiar os projetos”, cita Bozola, lembrando que, antes, esses recursos representavam uma barreira à expansão da EDS. “Além disso, com a fusão passamos a ter uma força de vendas bem maior”, complementa o vice-presidente.
Ainda segundo ele, desde que a integração das duas companhias foi terminada, a EDS fechou cerca de dez novos negócios por conta de indicações da HP. “Eram oportunidades que não estavam no nosso radar”, destaca o executivo.
Questão de marca
Quanto ao impacto que o acordo com a HP deve ter no portfólio de serviços da EDS, Bozola garante que não existe qualquer orientação para que a companhia deixe de atuar com equipamentos de marcas concorrentes, como Sun e IBM. “Continuamos a ser um prestador de serviços de outsourcing. E, nesse papel, atendemos às necessidades dos clientes”, reforça o vice-presidente, afirmando que, na maior parte das vezes, a escolha dos produtos parte dos usuários da tecnologia.
“Óbvio que se o cliente não tiver uma opção de equipamento, vamos sugerir que ele adquira produtos HP”, contrapõe o executivo.
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