O fundador do site de downloads Megaupload – Kim Dotcom ou Kim Schmitz – e outros três envolvidos continuarão presos. Conforme decisão tomada por um tribunal da Nova Zelândia nesta quarta-feira (25/01), o empresário ficará sob custódio até 22 de fevereiro, data em que será realizada uma audiência sobre seu pedido de extradição.
De acordo com o Departamento de Justiça norte-americano, os envolvidos com o Megaupolad são acusados de acumular, ilegalmente, US$175 milhões – desde que o site foi fundado em 2005 – utilizados para alugar servidores e recompensar uploaders com carros de alta tecnologia e alugueis de iates. Em 2010, segundo a denúncia, Dotcom ganhou US$ 42 milhões, e Mathias Ortmann, um cidadão alemão que atuou como CTO do site, recebeu mais de US$ 9 milhões.
A defesa dos dirigentes do Megaupload alega que o site era apenas a plataforma de armazenamento e troca de conteúdo online, e que qualquer caso de pirataria envolvendo o serviço não era de sua responsabilidade. Foi alegado, ainda, que os réus não representam risco de fuga. Porém, o promotor neozelandês alega que uma liberdade provisória poderia culminar na fuga dos executivos, porque eles teriam acesso a fundos, múltiplas identidades e um histórico de escapar de acusações criminais.
Os advogados dos envolvidos vão recorrer.
*Com agências internacionais
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