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Funcionários admitem usar computador do trabalho para acessar pornografia

Um estudo da Trend Micro, realizado com 13.200 funcionários remotos em 27 países sobre suas atitudes em relação à segurança cibernética corporativa e políticas de TI, trouxe resultados um tanto alarmantes para as equipes de cibersegurança das empresas. Oitenta por cento dos entrevistados confessam usar seu laptop de trabalho para navegação pessoal e apenas 36% deles restringem totalmente os sites que visitam. O acesso a dados corporativos através de dispositivos pessoais é frequente para 39% dos entrevistados. Ainda mais alarmante é o fato de que 8% dos entrevistados admitem assistir/acessar pornografia no laptop de trabalho e 7% acessam a Dark Web.

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O estudo “Head in the Clouds” analisa a psicologia do comportamento das pessoas em termos de segurança cibernética, incluindo suas atitudes em relação ao risco.  A pesquisa revela que nunca houve um momento melhor para as empresas aproveitarem o aumento da conscientização dos funcionários sobre segurança cibernética.

A pesquisa mostra que quase três quartos (72%) dos trabalhadores remotos dizem estar mais conscientes das políticas de segurança cibernética de sua organização desde o início do bloqueio provocado pela pandemia, mas muitos estão infringindo as regras mesmo assim. O relatório da Trend Micro diz que isso ocorre devido a um entendimento limitado ou restrições de recursos de segurança.

Os resultados indicam um alto nível de conscientização sobre segurança, com 85% dos entrevistados alegando que levam a sério as instruções de sua equipe de TI e 81% concordando que a segurança cibernética em sua organização é parcialmente sua responsabilidade. Além disso, 64% reconhecem que o uso de aplicativos que não sejam de trabalho em um dispositivo corporativo é um risco à segurança.

No entanto, apenas porque a maioria das pessoas entende os riscos não significa que cumprem as regras. Um pouco mais da metade (56%) dos funcionários admitem usar um aplicativo não profissional em um dispositivo corporativo e 66% deles realmente enviaram dados corporativos para esse aplicativo.

A produtividade ainda vence a proteção de muitos usuários. Um terço dos entrevistados (34%) concorda que não pensa muito se os aplicativos que usam são sancionados pela TI ou não, pois apenas querem o trabalho. Além disso, 29% acham que podem se dar bem com o uso de um aplicativo que não é de trabalho, pois as soluções fornecidas pela empresa são “absurdas”.

“Há um grande número de diferenças individuais na força de trabalho. Isso pode incluir os valores de cada funcionário, a responsabilidade dentro de sua organização, bem como aspectos de sua personalidade, fatores importantes que orientam o comportamento das pessoas”, explica Linda K. Kaye, pesquisadora de Cyberpsicologia da Edge Hill University. “Para desenvolver treinamentos e práticas mais eficazes de segurança cibernética, deve ser dada mais atenção a esses fatores. Isso, por sua vez, pode ajudar as organizações a adotar treinamentos de segurança cibernética mais personalizados ou sob medida para seus funcionários, o que pode ser mais eficaz”.

 

 

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