Segundo Rogério Silberberg, sócio-fundador da pontocom, a iniciativa é uma experiência para avaliar o apelo da marca e o tipo de conteúdo offline. “Ao longo desse tempo, o Fulano construiu uma marca de entretenimento, que conta com um público bastante grande. Então, pretendemos saber como as pessoas recebem nosso produto no mercado”, explica Silberberg. A receita proveniente do lançamento do livro deve corresponder a menos de 10% do faturamento da empresa. “A operação não é muito significativa em termos de lucro ou prejuízo, mas a experiência é o mais importante”, comenta o executivo.
A idéia de lançar o livro pode ser atribuída, em parte, à necessidade do Fulano em expandir sua atuação para novos mercados, em função dos resultados negativos da receita publicitária. “Os anúncios ainda geram pouco retorno e muitas empresas não conseguem se manter dependendo apenas delas, como é o nosso caso. É natural procurar outros mercados e produtos”, ressalta Silberberg.
Para o sócio-fundador do site, a crise que o mercado enfrenta tem reflexos mais negativos na internet, por ser um meio mais novo. “Não houve o crescimento esperado na receita com publicidade para cobrir o investimento inicial. A saída é buscar outras formas de obter recursos. O livro é uma delas e estamos em fase de avaliar novas possibilidades”, conclui.
Uma das medidas tomadas pelo Fulano para viabilizar suas operações foi a criação da F.biz, em julho do ano passado. A empresa é um desdobramento das competências do Fulano em soluções de interatividade, conteúdo, estruturação de database e elaboração de promoções online, oferecidas em forma de consultoria e projetos de internet.
“A F.biz já realizou serviços para uma série de clientes, como Gatorade, Tetrapack, Natura, Microsoft e Novartis, entre outros. As soluções são voltadas tanto para o público como também para o endomarketing, as comunidades internas”, explica Marcelo Hummel, diretor de planejamento da F.biz. De acordo com Hummel, a receita da F.biz em 2001 foi de R$ 800 mil e a previsão para este ano é chegar a aproximadamente R$ 2,5 milhões. “O faturamento do Fulano para 2002 deverá ser de R$ 1 milhão”, complementa Silberberg.
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