O novo hacker é alguém focado, organizado e inventivo. Nada muito diferente do verificado há anos, quando os primeiros vírus foram criados. A grande ameaça gerada por aqueles que utilizam de seus conhecimentos em tecnologia para invadir ambientes alheios é ocasionada por um pequeno, mas importante detalhe: agora eles são pagos. O alerta foi feito pelo Technology Officer (CTO) e fundador da Sourcefire, Martin Roesch, durante a passagem do executivo ao Brasil, nesta semana.
“Antigamente você não conseguia ganhar dinheiro hackeando. Era possível ser remunerado se, de alguma forma, você descobrisse uma vulnerabilidade de um sistema e vendesse a proteção à empresa atingida”, comparou. Segundo o especialista, é difícil dizer quanto o cibercrime gira no mundo, “mas o valor, com certeza, é de alto volume”.
O executivo brincou que é injusta a competição entre “empresas” especializadas em invadir ambientes virtuais e aquelas que efetuam pesquisa e desenvolvimento para coibir tais atos. “Sabemos que essas pessoas ganham muito dinheiro, e não têm custos como as companhias regulares, com departamento financeiro, fiscal, recursos humanos… todos os esforços são direcionados a operação e ao desenvolvimento dos ataques”, comparou. “Este ambiente no qual vivemos é muito interessante.”
Fica difícil, portanto, impedir que o número de invasões e ataques cresça.
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