Florianópolis expande capacidade para receber negócios inovadores

O setor de tecnologia se consolidou nos últimos anos como a principal economia da capital catarinense. São mais de 3 mil empresas em um segmento que emprega mais de 16 mil pessoas (em uma cidade com cerca de 450 mil habitantes) e fatura anualmente cerca de R$ 6,5 bilhões. Ao redor de startups, incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos e fundos de venture capital, o mercado local de construção civil começa a direcionar lançamentos e novos projetos para atender não só empresas de TI como também profissionais que prestam serviços a este mercado.

A inauguração de um rede de Centros de Inovação, credenciada pela Prefeitura de Florianópolis e gerenciada pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), está levando o conceito de “hubs criativos” à região do Continente, Centro, SC-401 e Norte da Ilha. E, com a expectativa de um crescimento mais acelerado na economia a partir de 2019, outros empreendimentos que já fazem parte deste ecossistema de inovação na cidade começam a expandir e atrair mais empresas e profissionais.

Um exemplo está na região que é o “berço” da TI na capital catarinense, o bairro do João Paulo, onde está localizado o primeiro parque tecnológico da cidade (o ParqTec Alfa), a incubadora Celta, a sede do Sebrae/SC e várias empresas de médio e grande porte. Ao todo, cerca de 4 mil pessoas trabalham na região – número que deve crescer nos próximos anos em função do crescimento orgânico destas empresas e do lançamento de novos projetos imobiliários.

“Florianópolis recebe cerca de 13 mil novos moradores por ano, uma das maiores taxas de crescimento populacional do país. E muitos deles vêm para trabalhar em empresas locais de tecnologia”, ressalta o empresário Celso Furtado de Mendonça, diretor da Furtado de Mendonça Incorporações, que lançou em 2012 o Techno Towers, hoje sede de empresas como o Peixe Urbano, a instituição financeira Cresol e a agrotech Agriness, recentemente investida pela gigante norte-americana Cargill.

Todas essas empresas cresceram ao longo dos últimos anos e ocuparam 100% dos espaços do empreendimento, o que acelerou o projeto de expansão. Em novembro, o Techno Towers lançou a segunda torre – o projeto total prevê outras três nos próximos anos – com potencial para receber um público de mil pessoas nas 98 unidades, divididas em seis pavimentos e um ático.

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O Peixe Urbano, que transferiu suas operações do Rio de Janeiro para Florianópolis no início de 2017, é um exemplo de como o ambiente de tecnologia da cidade – além das belezas naturais e da qualidade de vida – tem atraído cada vez mais empresas deste setor. Desde que se mudou para a Ilha, ampliou a equipe de mais de 300 para quase 600 pessoas. Na Agriness, há 90 colaboradores e há pelo menos 30 vagas abertas.

Além de oferecer a menor alíquota de ISS entre as capitais (2%), a região é reconhecida como formadora de mão de obra altamente especializada, com cursos de referência em Engenharias, Computação e Sistemas de Informação, Gestão e Negócios, entre outras áreas. A presença de aceleradoras, incubadoras, redes de investidores anjo e fundos de venture capital torna a cidade praticamente autossuficiente para quem busca desenvolvimento, seja para recursos financeiros ou talentos”, ressalta o empresário Furtado de Mendonça.

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