Todo mundo gostaria de se sentir seguro financeiramente no caso de um imprevisto profissional, o qual afete a tão sonhada estabilidade profissional. O melhor, no entanto, é – independente do medo de uma demissão – buscar essa segurança, por meio de um planejamento pessoal.
Para o professor Keyler Carvalho Rocha, vice-presidente do conselho administrativo do IBEF (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), a chave para a busca da estabilidade financeira está no profissional poupar na fase em que têm boas fontes de receita. “Não só em tempos de crise, mas sempre, as pessoas devem fazer uma poupança aplicada de forma diversificada e rentável”, diz Rocha.
“Além de perder o emprego, todos estão sujeitos às surpresas da vida, como doenças e outros incidentes”, sinaliza o professor, que complementa: “Caso nenhuma dessas opções desagradáveis aconteça, o montante fica acumulado para uma complementação de aposentadoria.”
Na realidade, da mesma forma que acontece nas empresas, os profissionais precisam aprender a avaliar o fluxo de caixa pessoal, com o intuito de cortar despesas excedentes. Nesse sentido, existem até alguns sites que disponibilizam gratuitamente ferramentas específicas para os registros de movimentações pessoais, entre eles: o Financeiro Net (www.financeironet.com.br) e o Hábil Pessoal (www.habilpessoal.com.br). Neste último, há a necessidade de fazer o download do software, que fica armazenado no computador – mas que, em contrapartida, traz mais funcionalidades do que a outra opção, na qual os dados ficam armazenados na web.
Demissão
Para quem, no entanto, já enfrenta o pesadelo das demissões, a situação merece um pouco mais de atenção. Para tanto, seguem algumas iniciativas que podem – e devem – ser tomadas por quem perde o emprego, com o intuito de manter a estabilidade financeira, entre elas:
• Controle o fluxo de caixa: mesmo depois de receber os direitos e bônus trabalhistas é bom reduzir gastos, uma vez que não se sabe quando a renda voltará a entrar. Ponha no papel, literalmente, todas as suas despesas e receitas e avalie quais custos podem ser cortados;
• Investimentos válidos: não economize em atividades que podem ser a porta de entrada para uma nova fonte de renda. Avalie suas necessidades e busque consultorias de carreira, cursos de especialização ou atualização e formas de networking com seus pares;
• Fuja das dívidas: se o mercado de trabalho estiver difícil e as reservas acabando, opte por vender algum imóvel ou outro bem durável, em vez de buscar um empréstimo. Mas atenção, pois a crise econômica afetou o setor imobiliário, portanto, vale a pela avaliar bem as possibilidades de venda para conseguir ofertas pelo menos razoáveis;
• Não faça compras parceladas: ainda em relação a fugir das dívidas, as compras em vezes podem ser uma grande armadilha. Com a esperança de se recolocar profissionalmente em pouco tempo, os desempregados acabam parcelando todas suas aquisições e contas a pagar. Essas dívidas, então, acumulam-se e desequilibram ainda mais a estabilidade financeira e emocional do executivo.
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