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Ferramentas de monitoramento varrem as redes sociais para analisar conteúdos não-estruturados

As redes sociais colocam você em contato com pessoas com as quais você raramente conheceria pessoalmente. A Teoria dos Seis Graus de Separação afirma que duas pessoas quaisquer estão ligadas por cadeias de seis outras. Dando um exemplo prático: o presidente daquela companhia de TI que você admira está acessível por meio de outras seis pessoas. Se você tiver acesso a elas, chegará a ele. Esta é a força do fenômeno do networking profissional, hoje, amplificado pela velocidade e eficiência das mídias sociais.

Porém, a teoria na prática é outra. Se você enviar um e-mail para o presidente acima citado, é bem provável que nunca receba sequer um aviso automático de recebimento. A Web 2.0 facilita a comunicação, mas não elimina os abismos sociais do mundo real. Por outro lado, as empresas sabem cada vez mais a respeito das atividades dos indivíduos. Talvez você não consiga chegar ao executivo da empresa multinacional. Mas o executivo pode saber exatamente o que você está postando no Facebook, Twitter e demais redes sociais.

“Atualmente, temos condições de monitorar e analisar informações que estão sendo colocadas nas redes sociais, a respeito de uma empresa ou uma pessoa”, explica Bob Messier, diretor-sênior da SAS, que esteve na primeira semana de junho no Brasil. O executivo fala de uma “nova era”, proporcionada com as ferramentas de business analytics (BA). “As tendências emergentes apontam para um conhecimento detalhadíssimo sobre uma base de dados não-estruturados gerados a partir das redes sociais”, diz Messier. Segundo ele, este material desestruturado representa 70% da massa de informações disponível, incluindo vídeos, áudios e texto.

Você também tem vários recursos para conhecer detalhes da vida das pessoas, usando os mecanismos de busca que existem na própria internet. “Esse fenômeno é bastante complexo e é preciso trabalhar com as leis de privacidade de cada país”, aponta Messier.

O jeito correto para abordar alguém por meio das mídias sociais pressupõe obedecer à regras sociais estipuladas, muitas delas não escritas. O uso do bom senso e dos canais formais (especialmente designados para isto) vai trazer os melhores resultados.

Caso uma empresa use o Twitter para fazer recrutamento, um contato por lá pode resultar numa contratação. Por outro lado, o contato direto com perfil público do diretor de RH pode ser uma tremenda perda de tempo.

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Acompanhe a série especial sobre etiqueta nas redes sociais.

 

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