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Faltam profissionais de TI nos conselhos de administração das empresas

Os conselhos de administração estão lutando para se manterem atualizados diante do avanço vertiginoso da tecnologia. E a verdade é que uma minoria dos conselhos de administração tem profissionais de tecnologia, apesar do fato de que muitas empresas contam com modelos de negócio desenvolvidos a partir de análise de dados, algoritmos e ferramentas de software.

Somente 5,2% das empresas públicas nos Estados Unidos criaram um comitê de tecnologia, de acordo com uma pesquisa conduzida pela National Association of Corporate Directors que ouviu 1,013 empresas de capital aberto no País. Há três ano, o número era bastante semelhante: 4,5%. 

Entre as companhias que fazem parte da lista Fortune 100, apenas 15 empresas têm comitês de tecnologia, segundo informações do jornal The Wall Street Journal. Além disso, muitas empresas simplesmente não têm diretores com sólida experiência em tecnologia, uma vez que os membros do conselho são muitas vezes selecionados pela especialização em outras áreas, como finanças.

O quadro ameaça tornar-se um desafio para as empresas à medida que cresce a importância de temas como nuvem, mobilidade, análise de dados e desenvolvimento de software. Especialistas dizem que os conselhos que não conseguem examinar questões tecnológicas com profundidade – como um comitê formal – podem perder excelentes oportunidades de crescimento, juntamente com potenciais problemas inerentes à atividade de base tecnológica.

Entre as companhias que fazem parte do ranking Fortune 1000, a FedEx Corp é a que tem o mais antigo comitê técnico, formado em 2000. Outras grandes empresas contam com comitês de tecnologia como Procter & Gamble, Wal-Mart Stores, World Fuel Services e Morgan Stanley. Na FedEx, por exemplo, o board é presidido pelo lendário estrategista de tecnologia Jim Barksdale, que era COO e CIO da FedEx.

No Brasil, o cenário começa a mudar. Um exemplo é Aurélio Conrado Boni, que há cerca de duas semanas deixou oficialmente a vice-presidência de TI do Bradesco e assumiu uma cadeira no conselho do banco.

Além disso, dos executivos que se inscreveram para o Prêmio Executivo de TI do Ano, que teve seus vencedores conhecidos ontem (27/3), alguns já relatam fazer parte do conselho de administração de suas empresas ou participam ativamente das decisões de negócios. Tanto é que dos 154 líderes de TI que participam neste ano do prêmio, 51,3% afirmaram que se envolvem sempre nas decisões estratégicas de negócios, mostrando a crescente parceria entre as áreas.

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