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Falta maturidade à infraestrutura de TI das grandes empresas no Brasil

As maiores empresas que atuam no Brasil ainda estão longe de atingir o nível de maturidade desejado quanto ao uso da infraestrutura de TI. Pelo menos é o que mostra o estudo Brazil Infrastructure Maturity X-Ray (do inglês, Raio-X da Maturidade da Infrestrutura do Brasil), realizado pela consultoria Accenture e pelo instituto de pesquisa IDC.

Inédito no País, o levantamento ouviu 150 companhias de grande porte, nos meses de agosto e  setembro. Seu principal objetivo foi mapear o cenário da TI das empresas e medir o grau de evolução tecnológica de suas operações.

Em uma escala que varia de 1 a 5, as empresas instaladas no Brasil apresentaram nível 2,4 de maturidade, enquanto a média mundial é 4. “O esperado é que chegássemos, pelo menos, a nível 3”, afirma o gerente sênior da Accenture, Jesus Lopes Aros.

A avaliação teve como pano de fundo as melhores práticas de gestão de TI e a biblioteca ITIL (do inglês Information Technology Infraestructured Library), considerada hoje a espinha dorsal dos projetos de infraestrutura. Nesse sentido, o estudo revela que 50% dos entrevistados dominam o padrão ITIL, quando o ideal seria que esse índice fosse de, no mínimo, 75%.

“Esse cenário é preocupante já que o Brasil desponta como uma das economias que mais crescem em investimentos de TI e telecomunicações, superando os países da América Latina e deixando para trás Coréia e Índia, entre os emergentes”, explica Roberto Gutierrez, diretor da IDC.

De acordo com o consultor da Accenture, um ponto relevante a observar é de que forma o orçamento de TI vem sendo usado. Atualmente, há uma concentração em gastos ligados à manutenção do parque instalado. Do total de empresas ouvidas, 35% dos investimentos são destinados a melhorar a infraestrutura existente. “Quando deveríamos ter ações voltadas a melhorias dos processos de gestão e inovação”, destaca Aron.

A pesquisa aponta também as políticas de TI Verde ainda estão em fase incipiente. A média de maturidade no Brasil ficou na casa dos 2,3, muito abaixo dos 3 desejáveis. “Muito se fala em política de sustentabilidade, mas as empresas não acordarão para importância do tema”, diz Gutierrez.

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