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Falta de estrutura por trás da transformação digital leva ao fracasso, acredita CIO do Santander

A transformação digital é a buzzword do momento e o mercado está ávido por ela. Mas sem uma estrutura robusta por trás, você está fadado ao fracasso, acredita Fernando Diaz, CIO do Santander no Brasil. Para ele, a camada de infraestrutura é fundamental nessa jornada.

“No nosso caso, a arquitetura cobre as diferentes camadas, que começam com infraestrutura do data center e o core bancário”, pontou. É por isso que, no ano passado, o banco inaugurou seu novo data center construído na cidade de Campinas (SP). Fruto do investimento de R$1,1 bilhão, o complexo é o primeiro da América Latina e do grupo Santander a obter a certificação Tier IV, o que garante disponibilidade do sistema de 99,995%.

Segundo ele, o Santander tem investido pesado nos últimos anos mais no core do que em outras camadas. “Estamos terminando de definir nesse momento, globalmente, o que seria uma arquitetura que chamamos de Matrix para incorporar componentes de canais que sirvam de framework para desenvolvimento do banco”, completou.

Com isso, Diaz relata que o Santander está desenhado ainda um framework de mobilidade, baseado em omni-channel, para que o cliente possa começar uma transação em um momento, por meio de um dispositivo, e depois terminar em outro, em um canal diferente. “Estamos terminando essa fase”, comentou sem, no entanto, entrar em detalhes. Ele acredita que no próximo um a dois anos, o Santander estará completamente digital, oferecendo a possibilidade de interconexão dos canais.

Para o CIO do Santander, a transformação digital não é modismo e sim uma necessidade dos bancos para competir em um mercado em constante evolução. “Estamos direcionando esforços para entender como o mercado evolui e como teremos de interagir com nossos clientes para oferecer o que eles precisam, contribuindo para um relacionamento de confiança”, assinalou.

Desafios
Além do desafio da arquitetura, Diaz indica que o Santander tem outros três pontos de atenção na jornada digital: cooperação, cultura e modelo de gestão. Em cooperação, ele explica que a escala ganhou nova forma com o universo digital. “Esse mundo traz regras diferentes da que conhecemos e temos de entender como nos relacionamos e trabalhamos em um ecossistema diferente”, pontuou.

No quesito cultura, ele ressalta que se a empresa não tem uma cultura clara então não é possível transmiti-la para os clientes e, portanto, o relacionamento pode falhar. Já na gestão, o digital imprime nova agilidade de projetos e se antes eles eram conduzidos por meses e meses, agora eles devem ser finalizados muito rapidamente. A solução aqui, de acordo pode estar em terceirizar atividades, e é aqui que entra a cooperação. “Não é possível fazer tudo nos esquemas tradicionais de internalizar. Temos de cooperar e trabalhar na forma como oferecemos serviços.”

Era cloud
Outro item importante na estratégia digital do Santander tem sido a nuvem. De acordo com Diaz, desde o momento que o data center do banco foi pensado, ele já continha recursos de cloud computing.

“Nosso data center funciona hoje como um virtual data center. A operação do Chile roda na Espanha, dos Estados Unidos no México e Alemanha na Espanha”, detalhou, acrescentando que o Santander tem data center definido por software. Como toda a infraestrutura dos data centers do Santander é padronizada, eles estão sempre conectados, funcionando como uma verdadeira nuvem privada.

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