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Facebook volta atrás e WhatsApp não terá mais anúncios na tela inicial

Após muita polêmica sobre a inclusão (ou não) de propaganda na página inicial do WhatsApp, o Wall Street Journal descobriu que o Facebook Inc. resolveu encerrar por tempo indeterminado os planos de incluir esse recurso no destaque do aplicativo. 

De acordo com informações do jornal, a empresa tinha separado uma equipe apenas para desenvolver layouts de anúncios, sendo que os primeiros protótipos dessa nova solução foram apresentados em maio de 2019 para a tela de Status. 

Porém, toda a movimentação para incluir anúncios entre as mensagens de usuários foram pausadas sem previsão de volta. O time escalado para essa tarefa foi realocado para outras tarefas e todo o código construído para a inclusão dessa funcionalidade foi deletado. Procurada, a equipe do WhatsApp preferiu não comentar o assunto. 

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A mudança marca uma mudança de mentalidade bem significativa vinda da liderança da empresa. Comprado em 2014 por US$ 22 bilhões, a plataforma se pagava por meio de uma cobrança anual de US$ 0,99, pois os fundadores Brian Acton e Jan Koum tinham uma filosofia contra a monetização por publicidade. 

Durante as negociações com o Facebook, os fundadores da empresa entraram em um acordo com Zuckerberg para que a empresa não incluísse publicidade dentro da plataforma.

Apesar de ter aceitado a condição na época, Zuckerberg mudou de ideia ao longo do tempo e a falta de acordo entre eles e a dupla fizeram com que Acton e Koum saíssem da operação da companhia, abrindo mão de US$ 1,3 bilhão por causa da quebra de contrato.  

Foco no atendimento

Segundo a matéria do Wall Street Journal, o objetivo atual do WhatsApp será incluir uma função de publicidade na tela de Status (algo similar ao já feito no Instagram) e investir em melhorias internas para tornar a ferramenta mais útil para comerciantes. 

Nos Estados Unidos, o WhatsApp é utilizado apenas para conversas pessoais, o que não acontece em outros países, nos quais o aplicativo serve para pequenos comerciantes negociarem vendas e atenderem clientes.  

Pensando nessa oportunidade, a empresa lançou o WhatsApp Business em 2018 e, um ano depois, contava com mais de 5 milhões de companhias cadastradas.

Desde então, a empresa vem lançado atualizações para melhorar a experiência de uso de usuários e comércios, como uma opção de catálogo pré-definida 

Porém, ainda é cedo para dizer que os anúncios na tela são águas passadas: com a desaceleração de novos usuários do Facebook, a diretoria olha cada vez mais para Instagram e WhatsApp como futuras fontes de renda. 

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