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Facebook derruba contas falsas relacionadas ao PSL e família Bolsonaro

O Facebook anunciou nesta semana que removeu uma série de contas e páginas tanto na rede social quanto no Instagram por “comportamento inautêntico coordenado”. Segundo Nathaniel Gleicher, diretor de Cibersegurança do Facebook, em cada um dos casos, as pessoas por trás da atividade coordenaram entre si e utilizaram contas falsas como parte central de suas operações para se ocultar. “É com base nessa violação de política que estamos agindo”, escreveu o executivo em post no blog da companhia. O Facebook afirma que as contas e páginas foram derrubadas não pelo conteúdo em si que publicavam, mas sim pelo comportamento das mesmas. Contas no Brasil, Estados Unidos, Canadá, Equador e na Ucrânia foram removidas.

“A maioria dessas redes que removemos hoje mirava audiências domésticas em seus próprios países e estava ligada a entidades comerciais e pessoas associadas a campanhas políticas ou gabinetes de políticos com mandato”, escreveu Gleicher. Entre as contas e páginas derrubadas estão contas ligadas ao Partido Social Liberal (PSL) e a gabinetes da família Bolsonaro.  

De acordo com o Facebook, foram apagadas no Brasil 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook, além de 38 contas no Instagram. A rede social identificou vários grupos com atividade conectada que utilizavam uma combinação de contas duplicadas e contas falsas – algumas das quais tinham sido detectadas e removidas pelos sistemas automatizados do Facebook para evitar a aplicação das políticas da plataforma. Segundo o diretor de Cibersegurança, a atividade incluiu a criação de pessoas fictícias fingindo ser repórteres, publicação de conteúdo e gerenciamento de Páginas fingindo ser veículos de notícias. Os conteúdos publicados eram sobre notícias e eventos locais, incluindo política e eleições, memes políticos, críticas à oposição política, organizações de mídia e jornalistas, e mais recentemente sobre a pandemia do coronavírus. “Alguns conteúdos publicados por essa rede já tinham sido removidos por violação de nossos Padrões da Comunidade, incluindo por discurso de ódio”, destacou.

Essas atividades foram identificadas como parte das investigações do Facebook sobre comportamento inautêntico coordenado no Brasil a partir de notícias na imprensa e referências durante audiência no Congresso brasileiro. “Ainda que as pessoas por trás dessa atividade tentassem ocultar suas identidades e coordenação, nossa investigação encontrou ligações a pessoas associadas ao Partido Social Liberal (PSL) e a alguns dos funcionários nos gabinetes de Anderson Moraes, Alana Passos, Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro”, informou o Facebook.

Em 2019, o Facebook anunciou a remoção de mais de 50 redes inautênticas em todo o mundo, algumas delas antes de eleições em grandes democracias.

 

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