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Executivos elegem CEOs como os principais responsáveis pela ética da IA

Com a popularização do uso da Inteligência Artificial pelas organizações, surgem também desafios a respeito de sua conformidade e transparência, cobrando também maior compreensão e posicionamento das altas lideranças.

Segundo estudo global da IBM Institute for Business Value (IBV), houve nos últimos anos uma mudança radical nas funções responsáveis ​​por liderar e defender a ética da IA em uma organização. Dos entrevistados ouvidos, 80% apontaram um executivo não técnico, comumente o CEO, como o principal “campeão” da ética da IA, um aumento considerável em relação aos 15% em 2018. A pesquisa entrevistou 1.200 executivos em 22 países em 22 setores.

“Como muitas empresas hoje usam algoritmos de IA em seus negócios, elas potencialmente enfrentam crescentes demandas internas e externas para projetar esses algoritmos para serem justos, seguros e confiáveis”, disse Jesus Mantas, sócio-gerente global da IBM Consulting. Entretanto, na análise do estudo e na visão do executivo, houve pouco progresso em todo o setor na incorporação da ética da IA ​​em suas práticas.

Leia mais: Maior parte do setor financeiro adota IA, mas orçamento ainda é empecilho

Apesar de um forte imperativo para o avanço da IA ​​confiável, ainda há uma lacuna entre a intenção dos líderes e as ações significativas, alertou o estudo. No caso da América Latina, 66% dos entrevistados afirmam que as práticas e ações de sua organização correspondem (ou excedem) seus princípios e valores declarados, colocando-os atrás da América do Norte (81%) e do Japão (71%) para a mesma pergunta. Se considerarmos o índice médio global, menos de 20% concordaram com isso.

Com a Inteligência Artificial assumindo protagonismo nas frentes dos negócios, executivos C-level são apontados como a força motriz da ética da IA. Segundo o levantamento, 21% dos entrevistados da América Latina consideram os CEOs como os principais responsáveis ​​pela ética da IA; 67% dos entrevistados na América Latina apontaram o conselho como tendo uma forte influência, assim como a comunidade de acionistas (60%), funcionários (59%) e clientes (56%).

Diferencial estratégico

A maioria dos líderes da América Latina (88%) concordam que a ética da IA ​​é importante para suas organizações. Ao mesmo tempo, 89% dos entrevistados acreditam que é uma fonte de diferenciação competitiva.

Essa clareza da IA como diferencial competitivo já é vista em boa parte das organizações – mais de 56% dos entrevistados na América Latina dizem que suas organizações criaram mecanismos de ética específicos de IA, como uma estrutura de avaliação de risco de projeto de IA e um processo de auditoria/revisão.

Globalmente, mais CEOs pesquisados ​​(79%) agora estão preparados para incorporar a ética da IA ​​em suas práticas de IA — bem acima dos 21% em 2018.

A diversidade nas organizações globais também foi reconhecida na pesquisa como uma forma importante de mitigar o viés na IA, com 68% das organizações globais pesquisadas reconhecendo que ter um local de trabalho diversificado e inclusivo é importante para a ética da IA.

“A IA ética requer uma abordagem holística e um conjunto de habilidades em todas as partes interessadas envolvidas no processo de ética da IA. Executivos, designers, cientistas comportamentais, cientistas de dados e engenheiros de IA da linha de negócios têm um papel distinto na jornada confiável da IA”, destaca o IBV no estudo.

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