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Ex-chefe de marketing do Tinder processa empresa por agressão sexual

Rosette Pambakian, ex-chefe de marketing do Tinder, está processando a Match Group, empresa dona do Tinder, assim como o  ex-CEO Gleg Blatt. Rosette alega que a empresa a demitiu depois que ela tornou públicas as acusações de agressão sexual que ela afirma ter sofrido por parte de Blatt. No processo, a executiva acusa Blatt de assediá-la sexualmente durante uma festa de natal do Tinder em 2016. As informações são do The Verge.

Em agosto do ano passado, Rosette divulgou as denúncias ao mesmo tempo que apresentava outra acusação contra o Tinder e sua empresa mãe. A acusação dizia que as empresas entraram em um acordo para desvalorizar o Tinder, como uma estratégia de burlar o contrato feito entre as empresas e deixar de pagar bilhões de dólares que deveriam ser pagos para a equipe do Tinder, o que inclui Rosette.

Depois de entrar com o processo, o Tinder demitiu a executiva, junto com outros funcionários envolvidos no processo. Na época, a companhia alegou que eles “não foram capazes de cumprir com suas responsabilidades de trabalho”.

Justine Sacco, porta voz do Match Group, disse ao The Verge que a empresa dona do Tinder realizou uma “investigação completa” e Rosette “nunca esteve em risco devido a qualquer queixa de assédio sexual”.

No entanto, o processo de Rosette alega que durante a festa de Natal, Blatt disse a executiva que ficava excitado toda vez que olhava para ela. Ainda segundo o documento, Blatt a beijou a força, teria pedido desculpas e combinado para não tocar mais no assunto. Após o assédio, Rosette procurou Sean Rad, fundador e conselheiro do Tinder, que reportou o caso aos executivos do IAC, empresa dona do Match Group. O The Verge relata ainda que Rosette participou de uma reunião com dois advogados da empresa para contar o que aconteceu com mais detalhes.

Mais tarde, em agosto do ano passado, Rosette se juntou ao processo com Sean Rad e funcionários do Tinder. Na ação, ela relatou as agressões sexuais. A Match respondeu que “…conduziu uma investigação cuidadosa e completa sob a direção de membros independentes da diretoria e concluiu, entre outras coisas, que não houve violação da lei ou da empresa.” Rosette foi demitida em dezembro de 2018.

Antes de ser demitida, Rosette assinou um acordo de arbitragem onde ela diz que desiste do processo. No entanto a executiva continua buscando indenizações para cobrir problemas emocionais, assim como prejuízos econômicos como despesas médicas, causadas pelo conflito.

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