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Evolução tecnológica pode criar chip para conectar todas as coisas (todas mesmo)

Desde a época em que a Apple lançou o primeiro iPhone, foi dada a largada para a era dos smartphones e, com ela, também deu-se início a uma corrida pela liderança de mercado. Para fabricantes de chips, isso significou uma pressão grande para produzir componentes cada vez menores e mais potentes a cada novo lançamento de celulares – e surge a famosa Lei de Moore.
A era dos smartphones pode não ter acabado, mas está chegando à estabilidade. A chave para o crescimento, em breve, pode ser a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), na opinião de Narbeh Derhacobian, cofundador e CEO da Adesto Technologies.
Em uma coluna para o TechCrunch, o executivo afirma que, dentro da próxima década, a indústria irá produzir bilhões de sensores para coisas conectadas e que serão usados massivamente – de estradas à artérias. Dessa forma, novos insights serão gerados, a fim de implementar a qualidade de vida das pessoas.
Esse novo cenário, por sua vez, irá remodelar a indústria de hardware profundamente – e até mesmo mudar muitas coisas alcançadas com a era dos smartphones. Para Derhacobian, haverá novas regras no mundo das “coisas”.
“A esse ponto, nós simplesmente não sabemos os requerimentos exatos para a maioria das aplicações de IoT. Apenas é muito cedo para saber, mas temos de começar a construir hardware para isso de qualquer forma. Isso apresenta todos os tipos de mudanças a modelos existentes de produção de chips”, argumenta.
As indústrias de PCs e smartphones foram capazes de implantar os mesmos designs de chips em milhões de unidades. Os fabricantes de circuitos integrados se deram bem também, mas com a internet das coisas é diferente: “ela provavelmente vai consistir em milhares de aplicações para um milhão de unidades. Isso sugere a necessidade de maior diversidade de configurações de chips do que temos visto até agora”, observa o executivo.
Como resultado, outros modelos para desenvolvimento de chips estão surgindo, os quais envolvem empacotar componentes em conjunto, sem a integração completa vista no SoC (system on a chip) – esse tipo de sistema deixa de ser o favorito para a IoT.
Para o executivo, é difícil mensurar essas mudanças, mas é certo que será preciso uma enorme variedade de ofertas em hardware para atender às necessidades que virão junto com a internet das coisas – e o Vale do Silício também pode deixar de ser do jeito que o conhecemos hoje, encerra.

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