Cinco meses depois da formação da joint venture Etek NovaRed, estabelecida entre as integradoras de segurança norte-americana Etek e a chilena NovaRed, a empresa desenha estratégias para liderar o mercado nacional. A aliança, de acordo com Alexandre Martinez, gerente-geral da Etek NovaRed no Brasil, vai dar fôlego para a companhia crescer, possibilitando mais acesso à capital e a diferentes setores.
“A NovaRed não tinha presença no Brasil. A joint venture está abrindo portas para a empresa e para nós possibilitou reforço na atuação”, assinala Martinez. O executivo diz que o objetivo da companhia é tornar-se número um no mercado como canal de segurança em um período de três a quatro anos.
Com a união, ele aponta que também será possível fortalecer a área de serviços gerenciados. Hoje, a maior parte da receita da companhia, explica Martinez, vem de serviços. Nos sete primeiros meses do ano, a empresa ampliou em 30% sua receita proveniente da área em comparação com igual período do ano passado. A expectativa é de que a divisão de serviços represente, ao final de 2012, 30% do faturamento total no Brasil.
O salto, comenta o executivo, é consequência da maior procura por consultoria relacionada à infraestrutura de segurança que inclui testes de invasão, análises de vulnerabilidade e diagnósticos de ambiente, e também serviços gerenciados como outsourcing, operação, administração, monitoração e gerenciamento de redes.
Finanças e Telecom foram os setores que mais buscaram a Etek NovaRed. “A preocupação com proteção do ambiente aumentou e não é mais considerada algo bom de ter e sim uma movimentação necessária”, afirma.
Martinez diz que megatendências como cloud, mobilidade, BYOD e redes sociais, também tornaram-se megadesafios e demandam reforço na segurança da informação. “Esse cenário tem ampliado a procura por tecnologias para blindar o ambiente”, aponta.
De acordo com ele, muitas empresas ainda adotam a postura do “não” com receio de sofrer ataques. “Mas esse não é o melhor caminho. Nosso conselho é liberar o acesso a redes sociais e permitir o BYOD, mas com restrições e soluções adequadas”, completa.
Expectativa de expansão
Com o mercado de segurança da informação em pleno crescimento, com salto previsto de 8,4% neste ano de acordo com o instituto de pesquisas Gartner, Martinez quer conquistar uma fatia significativa do setor.
Para isso, está dobrando a equipe de força de vendas e vai ampliar o portfólio de serviços e produtos. A companhia também está avaliando expansão geográfica. “Estamos olhado com atenção o Sul do País, além do Nordeste, Rio de Janeiro e interior de São Paulo”, assinala. A escolha da região, no entanto, ainda não aconteceu.
Em 2011, o faturamento da empresa em todo o mundo foi de 50 milhões de dólares, com participação significativa da operação nacional, afirma. A ideia é crescer 100% nos próximos dois anos por aqui. Com a joint venture, a organização dobrou de tamanho e recebeu, no Brasil, um aporte de 2 milhões de dólares a 3 milhões de dólares para fortalecer a operação.
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