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Estudo: há mais vagas para profissionais de TI com menos experiência

A abertura de vagas para profissionais de TI saltou 185% no primeiro trimestre, em comparação ao mesmo período do ano passado. A escassez de talentos de tecnologia, no entanto, está levando as empresas a oferecem oportunidades para profissionais com menos experiência.

Esse é o diagnóstico do GeekHunter, marketplace especializado no recrutamento de profissionais de TI, que indica um crescimento de 344% nas posições para profissionais pleno, com dois a seis anos de carreira, e 173% para júnior, com até dois anos. Em comparação, as vagas para desenvolvedores com mais de seis anos de carreira, principal foco da plataforma, cresceram menos este ano, com 131%.

“Cada vez mais as empresas estão mudando a forma de agir quanto à contratação, percebendo qual profissional está aberto para as oportunidades e direcionando os esforços para ajudá-lo no desenvolvimento”, avalia Tomás Ferrari, CEO e fundador da GeekHunter.

Leia mais: Carreira em tecnologia: saiba quais empresas estão contratando agora

Durante a pandemia, a plataforma registrou mais de 10 mil vagas cadastradas, o que coloca o mercado de tecnologia à frente de outros setores na oferta de empregos no país. O levantamento foi realizado com mais de 400 empresas que contrataram pela plataforma da GeekHunter durante a crise do coronavírus.

Dentre as posições abertas em tecnologia, os profissionais responsáveis por analisar dados (data scientists) foram os mais requisitados, com salto de 500% nas oportunidades. Para desenvolvedores de software, houve alta de 178%.

Atualmente, a GeekHunter tem mais de mil vagas abertas, sendo a maioria das oportunidades para back-end (com quase metade das posições), full stack e front-end. Já as linguagens e tecnologias mais solicitadas são Java, JavaScript, React, Node.js, PHP, Python e Angular.

Quanto à modalidade de trabalho, grande parte vagas na plataforma são para o modelo híbrido (presencial e remoto) ou totalmente remoto. A GeekHunter encerrou o semestre com 88% das oportunidades aceitando trabalho remoto, contra 33% no primeiro semestre do ano passado.

“Mesmo com o avanço da vacinação e o fim da pandemia, a modalidade de trabalho remoto e, principalmente híbrido, veio para ficar. Agora não se trata mais de contratação local, a contratação é global e a decisão não é mais da empresa e sim do candidato, que escolhe o que é melhor para ele. As empresas precisam se adaptar a isso”, acrescenta Ferrari.

Quanto ao modelo presencial, as capitais que concentram o maior número de oportunidades são: São Paulo (SP) e grande Campinas, Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).

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